A casa noturna ‘Allure Café’, onde a de menor sofreu o estupro coletivo, se localizava em Santos, litoral de São Paulo. O #Crime aconteceu há quase 4 anos, no dia 9 de setembro de 2012, dentro do estabelecimento que se localizava no Centro histórico de Santos e que hoje já não está mais em funcionamento. 

Além da casa noturna, a jovem processou também a prefeitura de Santos e o governo do estado de São Paulo, todos por negligência, porém, a justiça entendeu que não houve nenhum tipo de falha dessas duas últimas autoridades.  

A Allure Café foi condenada a pagar R$180 mil de indenização por danos morais para a jovem que, na época do crime, tinha apenas 17 anos.

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Em depoimento no ano de 2012, a menor relatou que entrou na casa noturna, consumiu bebida alcoólica e fez amizade com os funcionários que faziam a segurança. Depois disso, um deles, junto com mais dois homens, a doparam e a levaram para dentro do banheiro de deficientes físicos, foi ali que o estupro coletivo aconteceu.

Uma das amigas da vítima foi testemunha do crime. Ela relatou que a jovem estava embriagada e que o segurança teria se prontificado a ajudá-la. Neste momento, a levou dizendo que ia com ela para a enfermaria.

Segundo o laudo emitido pelo IML, na época, foi comprovado que a vítima sofreu agressões. Ela apresentava lesões, hematomas e várias escoriações pelo corpo. Junto com o parecer, o documento confirmou a ‘prática de ato libidinoso com conjunção carnal’.

Durante todo o processo, a casa noturna alegou que o cartão de consumo da jovem não tinha registro de bebidas alcoólicas, além disso, não tinha provas de que ela teria ingerido, segundo laudo emitido na época pelo IML.

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Como defesa, os advogados da casa ainda entraram com uma ação contra a menina, com a alegação de que ela tenha agido de má-fé.

Segundo o juiz que foi responsável pela sentença, José Vitor Teixeira de Freitas, mesmo que o processo de estupro ainda não tenha sido devidamente julgado, de fato, a vítima sofreu agressões dentro do estabelecimento.

“O processo de indenização não está vinculado à decisão proferida em processo criminal”, disse o juiz, ao concluir a sentença. #Investigação Criminal #Casos de polícia