No discurso realizado durante a posse do ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, o presidente interino Michel Temer disse não desconsiderar a criação de impostos e o retorno da CPMF. De acordo com ele, sua equipe econômica está avaliando se haverá necessidade de aumentar as receitas por esse meio.

Os dados mostram um rombo de, pelo menos, R$ 140 bilhões. O governo terá dificuldades em reverter esse buraco nas contas públicas somente com corte de despesas. A análise das contas públicas demonstram o drama das finanças do governo federal.

O atual governo defende a volta da CPMF com o intuito de amenizar o rombo nos cofres público.

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Com essa medida, espera arrecadar em torno de R$ 32 bilhões.

Apesar de ouvir falar nesse fantasma da CPMF que anda rondando o bolso dos brasileiros, muitas pessoas não sabem o que significa essa sigla e nem como funciona.

E você sabe o que é o CPMF?

A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) foi criada com o objetivo de cobrir despesas do governo com a saúde.

Foi criada pelo governo Itamar Franco, no ano de 1993, com uma alíquota de 0,25%, sendo extinta em dezembro de 1994.

No ano de 1996, o governo de Fernando Henrique Cardoso recriou a CPMF com alíquota de 0,2%.

O imposto ganhou o apelido de imposto do cheque por afetar as transações bancárias e também incidir sobre essa forma de pagamento, que era muito utilizada na época em que foi criado, sendo considerada impopular por especialistas da área tributária.

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Essa cobrança aparecia no extrato bancário do contribuinte quando era realizada alguma movimentação financeira.

Como a CPMF irá impactar suas finanças?

Pagarão o imposto as pessoas ou empresas que fizerem transferências de qualquer valor usando instituições financeiras e bancos. É válido para quem paga uma conta através de boleto bancário ou cartão de crédito, ou mesmo para quem faz saque em dinheiro, através do caixa eletrônico.

Apesar da CPMF ser um imposto provisório, ele foi prorrogado por quatro vezes antes de ser extinto pelo senado no ano de 2007. #Crise econômica #Crise no Brasil #Crise-de-governo