O novo Ministro da Cultura, Marcelo Calero, teceu fortes críticas à atriz Sônia Braga e outros atores do elenco do filme 'Aquarius', que durante o Festival de Cannes realizaram um protesto político. Nessa manifestação, o grupo exibiu cartazes dizendo que havia um golpe no Brasil. As mensagens estavam escritas em francês e inglês. A fala de Calero foi dada ao programa 'Preto no Branco', do Canal Brasil. Para ele, o protesto de Sônia Braga foi "quase infantil" e até "um pouco totalitário". A atriz brasileira acabou não ganhando nenhum prêmio em Cannes, muito menos o filme. 

O grupo acabou sofrendo represálias na internet. Sônia foi a mais criticada por ser mais famosa, mas também por sequer morar nos últimos anos no Brasil, preferindo estabelecer residência e trabalho nos Estados Unidos.

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Para o Ministro da Cultura, o ato pode ter causado sérios problemas para a imagem do Brasil na comunidade internacional, já que Cannes é um evento muito visto e respeitado em todo o planeta. 

Para Calero, como toda manifestação, a registrada pelo grupo de artistas precisa ser respeitada, mas na opinião dele essa foi muito ruim. O Ministro disse que ali estavam posicionamentos pessoais que acabavam afetando toda uma nação. Ou seja, o grupo falou em nome de 200 milhões de pessoas, mesmo não tendo qualquer legitimidade para isso. Pesquisas indicam que a maior parte dos brasileiros é a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, o que foi chamado de "golpe parlamentar" pelos artistas. 

Marcelo Calero lembrou que o impedimento de Dilma é baseado na Constituição e que já houve um "golpe" no país, lembrando o ano de 1964, quando foi instalado o regime militar no território nacional.

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O Ministro diz que nesse período muitas pessoas morreram por simplesmente darem sua opinião, o que nem de perto aconteceu agora, quando manifestações das duas bandeiras acontecem livremente por todo o país. Antes de ser Ministro, no entanto, Calero disse à Folha de São Paulo que o Brasil estava dividido e que a manifestação em Cannes era um "ato simbólico". O que mudou? #Governo #Michel Temer