O Ministro da Cultura não está concordando com um assunto que envolve o #Governo do presidente em exercício #Michel Temer, do PMDB, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre uma das mais polêmicas leis brasileiras, a Rouanet. Ele tem tentado, de acordo com informações da jornalistas Vera Magalhães, fazer uma espécie de peregrinação para convencer a Câmara dos deputados a desistir da CPI sobre a Lei, lembrando que isso poderia aflorar os nervos dos artistas brasileiros, que recentemente invadiram diversos prédios vinculados ao Ministério da Cultura reivindicando a recriação da pasta, o que acabou sendo feito.

Marcelo Calero, no entanto, acabou sendo surpreendido pela base governista, até mesmo a formada por membros do PMDB, partido de Temer.

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Os políticos disseram que o povo brasileiro pretende encontrar uma ação do governo em todas as áreas e que a liberação de captação a artistas causa muita polêmica. De fato, alguns apoios dados pelo Ministério da Cultura durante os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff acabaram sendo controversos.

Em entrevista ao jornalista Maurício Stycer, o comediante Fábio Porchat questionou a lei. Para ele, o incentivo deve continuar existindo, mas precisa haver uma discussão sobre quem realmente pode fazer a captação. "Um cantor como Michel Teló precisa captar R$ 4 milhões para um show?", questionou ele exemplificando uma situação. Outros artistas, no entanto, são completamente não só contra a lei, mas também contra o governo de Michel Temer, a quem chamam de golpista.

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A atriz Letícia Sabatella, por exemplo, chegou a subir em palanques e até se encontrar com o Papa Francisco para dizer que existe um golpe do país, expressão usada para falar sobre o impeachment de Rousseff. O pontífice, no entanto, não se meteu na política local, pedindo apenas paz no momento de solução da crise brasileira. 

O ministro da Cultura até já fala nas chances de revisões para aperfeiçoar a lei. Mas deputados acham que a Comissão será uma oportunidade de encontrar um novo veio de desvio de recursos públicos por parte do Partido dos Trabalhadores, o PT.