O Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, usou sua conta oficial no Twitter para anunciar qual a contagem de votos a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff o governo do presidente em exercício #Michel Temer, do PMDB, estaria trabalhando. De acordo com a postagem realizada no microblog de 140 caracteres, a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) teria entre 58 e 60 votos contra ela. O placar do impeachment do Senado ainda pode aumentar, diz o post do homem que recentemente cortou várias "mordomias" da presidente afastada. "Podem até aumentar a votação. Temer vai ficar", comemorou Eliseu Padilha. 

Eliseu Padilha se envolveu em uma grande polêmica com Dilma, quando o Ministério comandado por ele decidiu determinar que a Força Aérea Brasileira (FAB) não deveria bancar viagens de Rousseff para todo o país.

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O governo só permite agora que ela viaje entre o Rio Grande do Sul e Brasília, evitando assim de apoiar financeiramente que a petista faça campanha contra o impeachment por todo o Brasil. No início da semana, mesmo sabendo da proibição, Dilma pediu à FAB para levá-la à Campinas, em São Paulo, mas levou não.

Irritada, a presidente afastada e o seu advogado, o ex-Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, acabaram enviando uma mensagem para o presidente do Senado, Renan Calheiros, e outra para o Supremo Tribunal Federal (STF). O documento diz que Dilma por ser presidente precisa de toda a segurança e não pode ficar viajando de avião de carreira. O texto fala também que se algo acontecer com Rousseff, a culpa será do presidente em exercício Michel Temer. 

O chiado dos dois não deu certo. A proibição ainda continua e a Casa Civil já avisou que vai ser "mordomia zero".

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De acordo com o jornal O Globo, 20 assessores de Rousseff devem ser devolvidos ao Palácio do Planalto. Caso ela se recuse a ceder de volta os funcionários, esses serão demitidos e outros recontratados em seus lugares. Isso porque a petista tem 35 funcionários especiais ao seu redor, fora mais de 100 que não lidam diretamente com ela.  #Dilma Rousseff