A presidente afastada Dilma Rousseff pode ficar cara a cara com o juiz federal Sérgio Moro, que está à frente da principal investigação em vigor no país, a #Lava Jato. Isso porque nesta sexta-feira, 10, o profissional da justiça convocou Dilma para testemunhar sobre um crime, o desvio de corrupção da maior estatal brasileira, a Petrobrás. Ela será testemunha de defesa de Marcelo Odebrecht, ex-diretor presidente da empreiteira de mesmo nome, que teria dado dinheiro de corrupção para conseguir apoio político. 

A presidente afastada será avisada oficialmente através de um ofício sobre a intimação. Ela por ainda ser chefe de estado poderá escolher em responder às perguntas dos advogados de defesa, acusação e de Sérgio Moro em uma audiência a ser realizada em Curitiba, no Paraná, ou fazer isso por escrito.

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A segunda opção é a mais provável a ser escolhida pela companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso porque não haveria qualquer perigo da pressão que é um tribunal, sem falar que a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) teria todo o apoio político necessário para escrever as resposta, contando também com advogados e assessores. 

A convocação de Rousseff foi um pedido do próprio Odebrecht, que ainda chamou diversos outros nomes políticos. O juiz federal Sérgio Moro podia negar o pedido do empresário, alegando que não fazia sentido chamar a presidente da república. No entanto, parece que o magistrado está muito interessado em ouvir a petista, que recentemente foi acusada pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato.

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Por ter foro privilegiado, a política só pode ser investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). É a mais alta corte de justiça do país quem dá o parecer do que a Polícia Federal poderia ou não fazer sobre o caso. Isso acaba ajudando os políticos, pois o STF costuma ser mais lento do que a justiça comum, além das manobras da corte serem mais facilmente conhecidas por todos, devido ao amplo conceito da publicidade dos fatos.  #Dilma Rousseff