O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) não gostou nada da decisão do Ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com informações do jornal 'O Globo', a entidade enviou uma nota em que diz estar perplexa com a decisão de Toffoli em libertar o ex-Ministro do Planejamento durante o #Governo da presidente afastada Dilma Rousseff, Paulo Bernardo.

Atualização: de acordo com o 'Jornal Nacional', depois da soltura do segundo petista, o juiz federal de São Paulo que determinou as prisões na 'Custo Brasil', decidiu que todos os presos deveriam ser soltos. A informação foi confirmada pela TV Globo às 20h35. 

Ele foi preso durante a Operação 'Custo Brasil', que apura desvio de dinheiro por meio de créditos consignados de servidores públicos federais.

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O Ministério Público revelou também que não vai ficar quieto e entrará com um pedido através da Procuradoria-Geral da República para reverter a decisão. 

O ex-Ministro do Planejamento foi preso na semana passada. De acordo com 'O Globo', até às 19h30, ele ainda continuava na carceragem da Polícia Federal em São Paulo. O marido da Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo #PT do Paraná, ficou sabendo de sua libertação através de uma TV da carceragem. 

O Ministro da mais alta corte do país concedeu habeas corpus ao marido de Gleisi Hoffmann. O grupo de jurista do Ministério Público Federal diz que Toffili, que atuou em três campanhas eleitorais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo advogado do PT, suprimiu instâncias que ainda iriam tomar conhecimento do caso e sequer ouviu a Procuradoria Geral da República para tomar a decisão.

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A nota da entidade ainda cita o fato do TRF de São Paulo sequer saber de qualquer ação semelhante que tenha partido da defesa de Paulo Bernardo. Em seguida, na nota, o MPF diz que se esforçará para que a Procuradoria Geral da República mude a decisão do Ministro. A entidade ainda diz que a 'Custo Brasil' continuará e que terá amplo apoio da Polícia Federal.

O comunicado foi enviado antes da decisão do juiz Federal.