Esta história tinha tudo para ser só mais uma "lenda urbana", mas infelizmente é verdade, e as mulheres que precisam passar pela Avenida Paulista já temem pelo pior. Uma médica peruana narrou o pavor que sentiu ao ser agredida quando estava transitando pelo local e agora precisa tomar medicação antirretroviral, além de fazer profilaxia para HIV. Na última quarta-feira (22), ela foi atacada por um homem nessa avenida, ele usava uma agulha e espetou o objeto em suas costas.

E ela só foi dar conta do que tinha acontecido quando esse mesmo homem espetou uma outra mulher que passava pela Paulista. Na hora, a médica não sentiu a picada da agulha, apenas uma leve pressão nas costas e pensou que poderia até ser alguém conhecido fazendo uma brincadeira com ela, mas ao virar para olhar, ela viu um homem alto, moreno, magro, que continuou a caminhar tranquilamente, rumo à outra vítima.

Publicidade
Publicidade

A médica foi imediatamente para o hospital, onde foi medicada e precisará continuar passando por um tratamento especial, durante 7 dias. Ela também foi até um centro de doenças sexualmente transmissíveis, onde fez a primeira sorologia. Agora, ela precisa continuar fazendo exames por, pelo menos um ano, para saber se foi ou não infectada.

O Instituto de Infectologia Emília Ribas informou que os riscos de transmissão de doenças infecciosas em um ataque com agulha na avenida Paulista ou qualquer outra região são raros, entretanto, existem, e todos os cuidados devem ser tomados.

Ainda de acordo com a médica atacada, pouco depois dela ter sido picada, o suspeito continuou caminhando e furou uma outra mulher, pouco mais à frente. A médica chegou a conversar com essa outra vítima, mas depois elas se separaram.

Publicidade

Ela contou ainda que uma garota foi ferida no bumbum.

Por causa do ataque, a médica viu sua rotina mudar completamente. Ela precisou ir à delegacia, Instituto Médico Legal e terá que usar medicamentos fortes, que trazem efeitos colaterais indesejáveis.

Assim como a médica, todos devem tomar cuidado ao transitarem pela Av. Paulista, seja homem ou mulher. #Violência #Casos de polícia #Saúde