Na manhã da quinta-feira (9) foi realizada uma nova perícia na casa onde aconteceu o estupro da adolescente no Morro da Barão. Ontem foi também localizada a casa na qual a garota estaria dormindo antes de ser levada ao "abatedouro", onde ocorreu o estupro e a filmagem que posteriormente se espalhou pelas redes sociais.

A casa foi periciada e, segundo a polícia, a jovem teria ido para lá com Raí de Souza, o jogador de futebol Lucas Perdomo e uma amiga, ao saírem de um baile funk. Os três saíram da casa 3 horas depois, deixando a adolescente desacordada no local. Dali, a vítima teria sido retirada por Moisés Camilo de Lucena, o traficante conhecido como Canário, que a polícia acredita ser o primeiro a cometer estupro e que ainda está foragido.

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Na segunda-feira (6), a polícia encontrou o celular que Raí de Souza disse ter destruído após a repercussão do estupro. Nele foram encontrados pelo menos dois vídeos nos quais se pode ver as agressões sexuais à adolescente e, em análise, a polícia verificou que havia quatro indivíduos no local, e não três, como se tinha pensado a princípio. Raí chegou a enviar um dos vídeos da agressão para quatro pessoas, por seu celular.

No segundo vídeo, um suspeito aparece introduzindo um batom na genitália da vítima. Esse vídeo foi enviado por Raí a uma única pessoa, também pelo WhatsApp. O suspeito em questão é Rafael Belo, de 41 anos, que aparece no primeiro vídeo fazendo uma selfie com a garota. Depois ele a teria levado para casa e dado comida à vítima.

Preso desde 30 de maio, Raí ainda nega participação no abuso - ele chegou a declarar, em interrogatório, que a "errada era ela", por ter ido a um local frequentado por traficantes.

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Contudo, ele confessou estar no local do #Crime, após seu chinelo ser identificado em uma das filmagens - o mesmo calçado que ele usou ao ir se apresentar na delegacia. Segundo os agentes, ao ser interrogado sobre isso, respondeu: “Poxa, o chinelo aparece? Vou mudar meu depoimento”.

A vítima também será chamada para dar novo depoimento, segundo a delegada, para esclarecimento de alguns fatos que surgiram com a investigação. Como está sob proteção do Estado, ela conversará com a delegada por videoconferência. 

Após a repercussão do crime, a jovem passou a ser ameaçada por pessoas ligadas ao tráfico no Morro da Barão e ainda por pessoas de fora do Rio de Janeiro, o que a fez entrar para o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes ameaçados de Morte (PPCAM), executado pela Secretaria de Direitos Humanos do estado do Rio e, por esse motivo, ela foi deslocada para um lugar não revelado. #Violência #Casos de polícia