Um novo vídeo do estupro coletivo da adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro foi encontrado durante as investigações da Polícia Civil. As informações foram divulgadas pelo Fantástico, na noite deste domingo (5).

De acordo com a delegada que está à frente das apurações do caso, diferentes imagens do abuso sexual foram encontradas no celular de Raí de Souza, jovem de 22 anos, apontado com o principal suspeito pela gravação e divulgação do conteúdo que viralizou nas redes sociais. O rapaz continua preso na penitenciária Bangu 1, na capital carioca.

Segundo a polícia, o novo vídeo foi gravado no mesmo aparelho celular do anterior.

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As imagens mostram a adolescente de 16 anos tentando reagir contra a #Violência cometida por mais de 30 homens. De acordo com a polícia, a nova gravação do abuso não deixa dúvidas de que realmente ocorreu o abuso sexual.

As investigações apontam ainda que a garota foi violentada duas vezes. O primeiro abuso teria ocorrido cerca de 30 horas antes e teria sido cometido por um traficante do Morro do Barão, conhecido como "Da Russa", que está foragido.

Divulgação do vídeo do estupro coletivo

O caso ganhou grande repercussão nacional após a divulgação do primeiro vídeo do estupro coletivo na #Internet e no Whatsapp. As imagens geraram revolta e abriram um debate sobre a cultura do estupro no Brasil que, segundo as mulheres, dificultaria a denúncia por parte das vítimas deste #Crime, em razão do preconceito e do machismo existente no país.

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A adolescente de 16 anos que aparece na gravação, realizada no Rio de Janeiro, entrou no programa de proteção do governo federal e foi obrigada a ir para outro estado, junto da família. A jovem recebia inúmeras ameaças de morte desde que o caso ganhou as manchetes.

Moradores protestam

Os moradores do Morro do Barão, onde ocorreu o abuso coletivo, realizaram vários protestos contra a prisão dos jovens suspeitos do crime.

Segundo eles, não houve violência sexual. Porém, escutas telefônicas realizadas pela polícia mostram que grande parte dos manifestantes recebeu ordem de traficantes da comunidade para participar dos atos.