De acordo com a Pastoral do Povo de Rua, entidade ligada à Igreja Católica, pelo menos cinco moradores de rua morreram na maior cidade do país, São Paulo, nos últimos dias. O motivo das mortes seria o forte frio que atinge a região. A prefeitura, governada por #Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), não confirma a informação. No entanto, segundo informações do jornal 'O Estado de São Paulo', nesta segunda-feira, 13, mais um homem foi encontrado morto. Outras duas mortes teriam ocorrido no domingo, quando os termômetros chegaram a registrar 0ºC.

 

A Guarda Civil Municipal, a GCM, no entanto, mesmo com o frio de "rachar", tem retirado colchões dos moradores de ruas.

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Até cobertores seriam retirados. O Inspeto da GCM, Gilson Menezes, disse ao 'Estado de São Paulo' evita que os moradores façam barracas no centro da cidade. Por isso, até papelões são pegos pelos agentes. "São tirados colchões, realmente", confessou ele na entrevista. De acordo com ele, a ideia do órgão vinculado à prefeitura petista é evitar que o Povo de Rua "privatize" a cidade. 

O inspetor revelou que muitos moradores acabam reclamando que os "mendigos" não saem das calçadas. Com isso, pedestres precisam andar no meio da rua para evitar pisar nas pessoas que ali se "hospedam". O inspetor, no entanto, negou que a entidade retire cobertores dos #Moradores de Rua. Ele disse que a atitude é expressamente proibida e que seria até "condenável", especialmente agora que o litoral brasileiro enfrenta uma das suas maiores massas de frio dos últimos anos, antes mesmo do inverno começar. 

Solidariedade

O inspetor disse ainda que a retirada não é feita durante a noite, mas sim durante o dia.

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Na internet, muitas pessoas se mobilizam para conseguir cobertores para moradores. Grupos também se organizam para entregar sopa quente na madrugada. Uma maneira de amenizar o frio. O assunto ganhou muita repercussão no país e está tendo muitos adeptos, o que poe ajudar os moradores de rua a sofrerem um pouco menos no frio que passa São Paulo.  #Crime