Muitas histórias, dúvidas e especulações giram em torno do estupro coletivo envolvendo uma jovem de 16 anos no Morro do Barão, comunidade de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O jornal carioca Extra tem contado algumas dessas histórias na tentativa de entender um problema da sociedade, como lidar com usuários de drogas. A menina, diferente do que muitos pudessem imaginar, não era pobre. Ela é de uma família de classe média. A mãe é uma psicóloga, o pai sofreu um Acidente Vascular Cerebral, o popular derrame, e se aposentou.

Desde os 12 anos, quando experimentou droga na escola, a garota começou a mudar de personalidade.

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Ela é de uma família evangélica, que fez o que estava possível para tentar virar o jogo, mas não conseguiu. A mãe procurou o Sistema Único de Saúde (SUS) tentando uma internação forçada, mas isso não é possível no atual modelo. Apenas clínicas particulares realizam a ação e por pouco tempo, desde que o paciente realmente esteja em total falta de condição para responder. A alão é polêmica.

Aos 13 anos, a garota já era alvo de ações do 'Disque Denúncia'. Ela demostrava uma total falta de apego à família e ao próprio filho, hoje com três anos. A criança foi relação de um caso com um traficante da região. Depois da menina começar a agredir constantemente o pai com derrame, batendo por vezes nele, a família decidiu que era melhor ela ficar com a avó. Em entrevistas, a avó disse que tentava convencer a neta a sair da vida das drogas, mas que ela sumia e que não tinha como obrigá-la. 

O pai da garota, mesmo sendo agredido e doente, tentou fazer o que pôde para ajudá-la.

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No entanto, admitiu a derrota. "Eu perdi a minha filha. Ela era dedicada e amorosa. Fazia parte do grupo jovem da igreja. A família lutou por ela", teria dito ele à uma juíza que cuidou do caso. É preciso reiterar que o comportamento da jovem não apaga o #Crime feito contra ela, mas é estudado também pelos investigadores, que tentam identificar todos os suspeitos do estupro coletivo que chocou o país.  #Investigação Criminal