Nesta quinta-feira, 02, o jornal Extra revelou o preconceito sofrido contra um pai do Rio de Janeiro. Victor Bezerra, de 22 anos, não pode acompanhar o nascimento do próprio filho. A jovem Rafaella Ribeiro, de 17 anos, mesmo pedindo pela presença do progenitor da criança não foi atendia pelos profissionais de saúde do Hospital municipal da Mulher, localizado no município de São Gonçalo. Em entrevista à publicação, Victor disse que era um sonho seu acompanhar o parto, mas que foi impedido. 

Ele ainda lembrou que existe uma lei que permite que uma pessoa, a ser escolhida pela mulher grávida, acompanhe o parto. O recém papai citou a Lei 11.108.

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A mãe do garotinho explicou que pediu a presença do marido, mas que não deixaram ele entrar. Ela ainda citou que conversou sobre a lei com os médicos, que revelaram conhecer e concordar com a legislação, mas que aquela era uma norma do hospital de São Gonçalo. O pai explicou que a equipe de saúde apenas disse que homens eram proibidos de entrar no local. A equipe de parto do hospital também inclui pessoas do sexo masculino. "Eles acham natural um hospital ter uma norma que fere uma lei", reclamou o pai da criança. 

O jovem revelou que pensou até em ir à justiça, mas que isso demoraria e que está mesmo é afim de curtir o filho. A lei em questão é antiga, em vigor desde 2005. Apesar de não entrar na justiça, o pai decidiu procurar à imprensa, evitando que outras pessoas passem o mesmo que ele e não tenham a oportunidade de ver o nascimento dos próprios filhos.

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O hospital onde a criança nasceu ainda impediu que Rafaella tivesse acompanhante, deixando ela vários dias sozinha. A unidade de saúde impede que mulheres sejam acompanhadas de homens e a irmã e a mãe da jovem não podiam ficar no local. 

A proibição do pai em ver o nascimento do próprio filho gerou uma discussão nas redes sociais, falando sobre um suposto "feminismo", proibindo que homens vejam até a própria mulher sem roupa durante um momento muito importante na vida de todos, o parto. "Gente, isso precisa ser revisto. Como ele não pode ver o filho nascer?", questionou um internauta revoltado.  #Crime