O Partido Comunista do Brasil, o PC do B, teria recebido propina durante acordos de um dos principais programas sociais do #Governo da presidente afastada Dilma Rousseff, o 'Minha Casa, Minha Vida'. A informação foi dada pelo ex-deputado federal Pedro Corrêa. Ele é um dos delatores da Operação #Lava Jato. De acordo com Pedro, além do PC do B, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Progressista (PP) também seriam beneficiados pelo esquema de corrupção envolvendo a construção de casas para pobres. O delator revelou que a situação perdurou até o ano de 2013, pouco antes de Dilma começar a campanha pela reeleição.

Pedro foi condenado há 20 anos de prisão.

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Ele está em regime de reclusão desde abril do ano passado. O objetivo dele ao expôr as informações é ter sua pena diminuída. Para isso, ele precisa provar tudo o que diz. Ao todo, o depoimento dele dado a procuradores tem 72 anexos. As falas do ex-deputado federal ainda precisam de uma homologação do Supremo Tribunal Federal (STF). Para passar a valer a delação, Pedro Corrêa teria que pagar uma multa de R$ 3 milhões. A prisão em regime fechado duraria agora até março do ano que vem. Depois disso, ele ficaria em prisão domiciliar, fazendo o uso de uma tornozeleira eletrônica. 

O delator diz que alguns nomes do PC do B tinham certeza de que nomeações para o Programa Habitacional do Ministério das Cidades tinha como intuito arrecadar propina. Ele acusa até mesmo o ex-Ministro da pasta, Aldo Rebelo, que teria recebido um terço de toda a propina.

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Todos os citados pelo delator dizem que as informações são inverídicas e que tudo não passa de ilações, que são opiniões com o intuito de ter uma pena reduzida.

O esquema de delações, especialmente o que envolve a Lava Jato, está gerando muitas críticas entre os políticos. Isso porque apenas uma citação acaba muitas vezes gerando uma investigação. O temor com a Lava Jato faz muitos nomes da política defenderem uma reforma geral e a antecipação das Eleições. Por enquanto, isso não entrou em votação.