O estupro coletivo que aconteceu no Rio de Janeiro praticamente deixou desapercebida uma reportagem publicada pela Folha de São Paulo. No dia 29, o jornal perguntou para a presidente afastada Dilma Rousseff onde ela teria errado. E foi assim que a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) respondeu: "Ah sei lá". Depois ela complementou a resposta com outra pergunta?: "Como é que eu vou falar da situação depois?". O erro em questão seria o de dizer que não havia crise econômica durante a campanha eleitoral à presidência de 2014, na qual Dilma saiu-se vitoriosa. 

A presidente afastada diz em sua defesa que pode ter errado, mas não deixa claro no quê.

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Ela em seguida pede para o jornal que trouxesse matérias de gente falando que as coisas ficariam ruins. "Me mostra a oposição falando que tinha crise do Brasil!", pede a companheira política do ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva. Rousseff diz ainda que não era possível, por exemplo, saber que o preço do petróleo cairia tanto.

O Brasil estabelece nacionalmente quanto custa o litro da gasolina, que é vendida internamente bem mais caro do que fora do Brasil. A Crise na Petrobrás por conta das investigações na Lava Jato fizeram com que o #Governo tentasse segurar a empresa com o preço alto. Os impostos sobre o combustível são altíssimos e chegam a superar os 50% em algumas regiões do país. 

Nesta quarta-feira, 1º de junho, o advogado de defesa de Dilma, o ex-Ministro da Justiça e ex-Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, protocolou a defesa de Dilma Rousseff no Senado.

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Ele incluiu áudios divulgados na imprensa, nos quais o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, gravou diversos nomes políticos. Um deles foi o ex-Ministro do Planejamento Romero Jucá, que já voltou ao Senado.

Para a defesa de Dilma, a conversa com Jucá mostra claramente que houve uma organização para tirar a presidente do poder e com isso atrapalhar a principal investigação do país, a Lava Jato. Romero nega que tenha tramado qualquer coisa.  #Crise-de-governo