O Sindicato dos Policias Civis (Sinpol) alertou nesta semana para estranhezas na investigação da morte do empresário Paulo César Barros Morato. Ele morreu na semana passada sob circunstâncias estranhas. O corpo de Paulo foi encontrado em um motel de Olinda, em Pernambuco. Morato, segundo a Polícia Federal, teria ajudado a intermediar a companha da aeronave que matou o ex-governador Eduardo Campos. O candidato do PSB morreu em plena campanha eleitoral à presidência. O avião onde ele estava caiu sobre casas, em São Paulo. 

O Sinpol disse que irá procurar o Ministério Público de Pernambuco. Tudo porque as investigações sobre a morte do empresário estariam estranhas.

Publicidade
Publicidade

De acordo com a entidade, até peritos teriam sido impedidos de colher digitais do falecido dentro do carro onde o corpo dele foi encontrado. Paulo teve prisão expedida pela Justiça por conta da 'Operação Turbulência'.

A investigação começou justamente por conta da queda do avião de Eduardo Campos. O empresário e empresas de fachadas teriam desviado ilegalmente mais de R$ 600 milhões. O dinheiro foi usado para financiar a campanha de Eduardo Campos em 2010, além da aquisição da aeronave que mataria o candidato na chapa da ex-Senadora Marina Silva. Com a morte de Campos, Marina acabou virando cabeça de chapa e terminou na terceira colocação.

A ordem para impedir os peritos de colherem as digitais no carro, segundo a categoria de policiais, teria partido da Defesa social. De acordo com a entidade, isso está completamente fora do padrão.

Publicidade

A Polícia Civil é quem cuida da apuração da morte do empresário. A Polícia Federal disse em nota que enviou um perito para acompanhar tudo o que era feito, mas que não interferiria no que estava ocorrendo.

Esse fato também foi muito criticado na internet, já que o falecido estava sendo investigado em uma grande operação, que apurava desvios milionários, além de um avião que matou um candidato ao poder máximo no país. A família de Campos nega que as campanhas dele tenham sido abastecidas com dinheiro ilegal.  #Crime #Investigação Criminal