A segunda sessão da segunda etapa da comissão de impeachment no Senado foi marcada por grandes confusões logo em seu início na manhã desta quinta-feira, 02. Congressistas do Partido dos Trabalhadores (PT) discutiam para que não fosse abreviado o processo de impedimento de Dilma Rousseff. Essa é uma questão pedida pela base aliada do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. Lindbergh Farias, eleito pelo #PT do Rio de Janeiro, era um dos mais aguerridos dizendo que poderia judicializar a questão, clamando ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O clima esquentou após o deferimento pelo presidente do colegiado, Raimundo Lira (eleito pelo PMDB de Pernambuco), de questão de ordem apresentada na sessão anterior.

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O requerimento realizado pela senadora Simone Tebet (PMDB-MS) limitaria a cinco dias o prazo para alegações finais na sessão do impeachment na Comissão. Quem estava na Comissão era o ex-Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, que ainda defende Dilma. Ele revelou que recorreria da decisão ao Ministro Ricardo Lewandowski, do STF. 

Outro Senador, Randolfe Rodrigues, da Rede, também disse que entraria com um recurso na mais alta corte do país. Os dois querem que seja respeitado o mesmo prazo que teve Fernando Collor de Mello durante o seu processo de impeachment, que ocorreu em 1992. A Senadora Wanessa Grazziontin, do Partido Comunista do Amazonas, pediu que a sessão fosse suspensa por conta da questão do abreviamento. 

"Se botar uma grade, isso aqui vira um hospício", disse o Senador Magno Malta, eleito pelo Partido da República (PR) do Espírito Santo.

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"Eu tenho certeza que Dilma vai voltar, mas vai voltar para o Rio Grande do Sul", disse o Congressista ao fazer uma referência ao estado onde a presidente afastada tem uma residência. Ele defendeu que o tempo para a discussão do impeachment não fosse alterado. "Não importa que isso demore seis meses, um ano. Minha opinião será a mesma", revelou o Congressista que votou pelo afastamento de Rousseff da presidência no dia 12 de maio.