"Descaso": essa é a expressão mais usada por Senadores do Partido dos Trabalhadores (#PT) durante a Comissão do #Impeachment, que julga o futuro da presidente afastada Dilma Rousseff . De acordo com uma reportagem publicada pelo UOL nesta segunda-feira, 27, petistas estão brigando com colegas e os acusando de desinteresse no que pode acontecer com uma decisão tão importante, que afeta diretamente a todos os brasileiros.

A reclamação, no entanto, não está tendo efeito. Pelo contrário, os Senadores acabaram se dando mal e a fase probatória já ganhou até data para chegar ao fim. Essa já é nessa semana. Com nada anormal acontecendo, a última reunião da fase de provas será realizada nesta quarta-feira, 29.

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Apesar disso, o grupo formado em especial por Gleisi Hoffmann (PT - Paraná), Lindbergh Farias (PT - Rio de Janeiro) e Vanessa Grazziontin (PC do B - Amazonas) continua a tentar reverter o jogo. 

O trio tem intensificado as reclamações durante os depoimentos da Comissão do impeachment. Eles dizem que o grupo que favorece o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, não está interessado em ouvir ninguém, mas sim em apenas fazer logo a votação que pode dar a deposição à Dilma. 

Surpreendido, o trio ouviu que era exatamente isso do Senador Álvaro Dias, eleito pelo Partido Verde do Paraná. Ele argumentou que a maioria ali só estava cumprindo formalidade, pois dificilmente algum voto seria alterado. No dia 12 de maio, quando ocorreu a votação que julgou o afastamento de Dilma, 55 dos 81 Senadores escolheram por afastá-la.

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Do total do quórum, quatro Congressistas deixaram de votar, o que faz o grupo de Michel Temer acreditar que ganhará e com força. 

"Esse é o único processo que eu conheço em que a acusação abre mão de produzir provas", devolveu a Senadora comunista após saber que a acusação dispensou ouvir uma testemunha. É isso o que tem ocorrido para acelerar os trabalhos. Boa parte dos Senadores só usa o seu tempo para fazer declarações e fazer com que as reuniões sejam menos demoradas. #Governo