Três representantes do Partido dos Trabalhadores (PT) não querem ficar sozinhos quando o assunto são problemas com a Lava Jato. De acordo com o jornal 'O Estado de São Paulo', que publicou neste domingo, 26, uma ampla reportagem sobre o assunto, José Dirceu, João Vaccari Neto e André Vargas já avisaram, eles querem que o próprio partido assuma que é corrupto, confessando os problemas e as responsabilidades no maior esquema criminoso envolvendo políticos do país e que atingiu em cheio a Petrobras.

O jornal diz que a ideia ganhou força depois que petistas começaram a se sentir abandonados. Na semana passada, o diretório Nacional da legenda, em São Paulo, foi mais uma vez alvo de mandados de busca e apreensão.

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A situação foi tão grave que a justiça observou em seu parecer que até compartimentos "secretos" deveriam ser procurados. Tudo porque anos antes provas teriam sido escondidas em um carro. O conteúdo do que foi pego pelos policiais federais ainda não foi revelado, mas sabe-se que um computador e um pen drive (HD externo) estão entre os itens. 

O episódio envolveu a operação chamada 'Custo Brasil', que se desdobrou da própria Lava Jato. Um carretel de investigações que parece nunca ter fim, mas que quase sempre acabam esbarrando em membros de um partido que no passado levou a esperança a milhões. Dirigentes já defendem que na próxima reunião do #PT os pingos nos "is" sejam falados. Essa reunião acontecerá entre os dias 19 e 20 de julho. O objetivo é falar uma delação partidária, mas para isso, a maioria dos "chefões" petistas precisa dizer que "sim".

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A delação partidária, no entanto, pode não ser capaz de parar com investigações. Pelo contrário, dar início a novas apurações e é isso o que tem deixado muito político com a pulga atrás da orelha. A maioria deles, entretanto, concorda com uma coisa: do jeito que está não dá para ficar. A legenda que elegeu dois presidentes nesse milênio (Lula e Dilma) perdeu não só a credibilidade, mas também o vigor. Há quem aposte que o PT mudará até de nome, mas para isso, precisa primeiro mudar a postura.  #Governo