Que a #Petrobras atravessa a pior fase de sua história é fato. Principal prejudicada pelos escândalos de corrupção e desvio de verbas para financiar campanhas e pagamento de propinas, a empresa ainda sofre com a queda no preço do barril de petróleo e na tentativa de economizar, corta investimentos.

Sobrou para os petroleiros, a empresa brevemente vai propor a redução salarial aos seus funcionários. Esta redução na jornada de trabalho já foi sinalizada aos sindicatos, sendo apresentada à categoria dos petroleiros, juntamente com a última proposta de negociação do acordo coletivo. Como o acordo já foi realizado, a implantação do sistema de redução de salários, tendo como contrapartida a redução de expediente, deverá ser implantada já a partir de setembro.

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A expectativa da Petrobras é de redução da jornada de trabalho para seis horas diárias e dos salários em 25%. Essa medida já havia sido apresentada pelo ex-presidente Aldemir Bendine,  mas ele não obteve êxito na tentativa de realizar essas mudanças. Entretanto, Pedro Parente, atual presidente da empresa, dá como certo que irá conseguir realizar essas alterações no expediente e no salário dos funcionários.

O que está certo é que a Petrobras vai propor exatamente a mesma proposta de 2015. Embora a previsão de mudança de expediente e salários estivessem contempladas no último acordo salarial da categoria, efetivamente a empresa e os sindicatos não sentaram à mesa para conversarem sobre essa pauta. A Petrobras espera resolver essa pendência até o início de agosto.

"Bons de briga"

Com sindicatos de força notoriamente reconhecida, mais uma vez é possível que a intenção da empresa não vingue, porém, a recente mudança no cenário político pode intensificar o embate dos sindicatos com a diretoria da empresa.

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Mesmo com todas as dificuldades, a Petrobras segue vendendo a promessa de que não demitirá funcionários por conta da crise que atravessa a empresa e o país.

A empresa tem assegurado ainda que, mesmo em caso de venda de alguma de suas subsidiárias, os funcionários seriam realocados de função dentro de outra empresa pertencente à companhia. #Crise no Brasil