Na semana retrasada, um roubo de um veículo na Zona Sul de São Paulo, feito por dois menores de idade acabou com a morte de um deles. Os meninos tinham 10 e 11 anos. O mais novo dele foi morto com um tiro na face pela Polícia Militar. O que se sabe de concreto até agora são justamente essas informações. Depoimentos do menino sobrevivente e também dos policiais foram alterados. Esses últimos mudaram a versão sobre quando ocorreu o tiro neste sábado, 11.

De acordo com informações do SPTV 2ª Edição, da TV Globo, o advogado dos profissionais da segurança disseram que não houve uma execução e que o tiro que matou o menor ocorreu ainda na perseguição do grupo.

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Quando o carro com os meninos atropelou um policial de motocicleta, o menino de 10 anos já estaria morto. Uma câmera de segurança mostra o momento em que aconteceu a abordagem. O agente levanta com a arma apontada, abre o carro, olha e começa a conversar com o garoto sobrevivente da ação. 

Antes, os policiais tinham dito que o tiro ocorreu depois que o carro já havia parado e que ali também aconteceu uma troca de tiros. As imagens preliminares encontradas pela Polícia não mostram tiros depois da batida. O caso ganhou grande repercussão porque entidades chegaram a dizer que uma criança de 10 anos não teria condições de roubar, dirigir um carro e ainda atirar contra policiais em uma perseguição. Um advogado que presenciou à cena já prestou depoimento à Polícia. Ele confirma a versão da PM e garante que pelo menos um dos garotos atirou contra a Polícia.

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O menino, chamado Ítalo, já foi enterrado sob forte comoção familiar. A mãe chegou a dizer que a arma só poderia ser plantada por policiais. Ela tem seis passagens pela Polícia. O garoto já havia sido apreendido pela Polícia em cinco ocasiões. Ele também passou pelo Conselho Tutelar outras 20 vezes. O pai do menor de idade também está preso, mas por tráfico de drogas. 

O garoto sobrevivente em seu primeiro depoimento confirmou a troca de tiros. No segundo também, mas disse que o amigo foi executado depois de ter se rendido. No último depoimento, ele alegou não ter troca de tiros.  #Crime #Investigação Criminal