O presidente do Senado, Renan Calheiros, eleito pelo PMDB de Alagoas. não esconde mais sua irritação com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. De acordo com informações do jornal 'O Estado de São Paulo', ele já fala para aliados de partido que quer muito continuar com a solicitação de impeachment do procurador. Janot já é chamado nos bastidores de "petista de carteirinha" devido às decisões que são pluripartidárias, mas parecem não afetar tanto, pelo menos para os políticos, o Partido dos Trabalhadores (PT). 

A visão é que impedimento Janot de trabalhar estaria se impedindo também a presidente afastada Dilma Rousseff de mexer com seus "pauzinhos".

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Renan Calheiros ficou revoltado com o procurador, após esse pedir sua prisão preventiva baseada em uma prova considera falha para o PMDB, gravações realizadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

O Supremo Tribunal Federal (STF) acabou não acatando o pedido de Janot e disse que as provas eram poucas para levar à uma prisão, mesmo que essa fosse apenas preventiva. Além de Renan, Janot pediu a prisão do ex-presidente José Sarney, do Senador Romero Jucá e do deputado federal Eduardo Cunha. Todos nomes do PMDB. O que causou estranhamento até mesmo em membros do PT.

De acordo com o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, outra atitude que mudou por parte de Renan Calheiros é como ele se refere à Dilma e Temer. Michel é chamado já de presidente e não mais de "interino" ou "em exercício".

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Enquanto isso, a representante petista ganhou um "ex" durante as referências feitas pelo chefe do Senado Federal. 

O PMDB avaliou que a partir do momento em que Renan parou de apoiar Dilma, os olhos se voltaram contra ele e o Procurador tomou a atitude estranha. Ele agora pode aproveitar o fato de que o pedido de prisão acabou vazando na imprensa para tomar uma atitude. Enquanto isso, Rodrigo Janot também pediu investigações para saber quem teria divulgado o material para jornalistas. Ele garante que não foi ninguém da Procuradoria. #Governo