A Polícia Militar dispersou um grupo de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Eles haviam ocupado um prédio que possui um escritório da presidência da república na Avenida Paulista, coração de São Paulo. Até o fechamento desta reportagem, cinco pessoas tinham sido presas na ação. O ato era contra o presidente em exercício #Michel Temer, do PMDB. Recentemente, o Ministério das Cidades desautorizou um decreto assinado pela presidente afastada Dilma Rousseff, no qual ficava concedido investimento para viabilizar residências do 'Minha Casa, Minha Vida' para apoiadores do MTST. 

Dentre os presos, está uma mulher.

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Os policiais tiveram dificuldade para controlá-la. Em um vídeo publicado pelo G1, a manifestante precisa ser enforcada para não deixar o local. Bombas também foram jogadas para fazer os manifestantes desistirem da ocupação. Um homem do MTST estaria com artefatos suspeitos. Com ele foram apreendidos rojões. Enquanto a polícia tentava fazer a detenção de manifestantes que estavam infringindo a lei, outros tentavam evitar a prisão. Isso fez com que a Avenida Paulista parecesse  por minutos um cenário de guerra.

A Polícia Militar informou que precisou usar spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Uma mochila recheada de rojões foi encontrada. Ela foi deixada por outro manifestante, que conseguiu fugir. O MTST enviou uma nota à imprensa dizendo que não é a primeira vez que a PM age com repressão.

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O grupo acusou os profissionais de segurança de serem muito violentos.

O ato também era a favor do Partido dos Trabalhadores (PT) e da presidente afastada Dilma Rousseff. Manifestantes gritavam diversas vezes frases como "fora Temer" e "Temer golpista". Um dos coordenadores do movimento dos trabalhadores sem teto, Guilherme Boulos, chegou a dizer que o grupo só sairia do local depois que Michel Temer autorizasse novamente a construção de residências do 'Minha Casa, Minha Vida'. O presidente em exercício não estava no local. #Crime