A Polícia Federal faz agora de manhã uma operação em São Paulo, onde investiga o desvio de dinheiro em projetos culturais financiados pela Lei Rouanet. Um total de 124 policiais cumprem 37 mandados de busca e apreensão, e 14 de prisões temporárias.

De acordo com as investigações, as fraudes aconteciam de várias maneiras: superfaturamento, apresentação de notas fiscais fictícias e a não execução de projetos.

Alvos da operação

Os alvos dessa operação chamada Boca Livre são grandes empresas, de diferentes setores, como, por exemplo, farmacêutico, eletrodoméstico e escritório de advogacia. Os nomes dessas empresas foram divulgados agora há poucos, são elas:

  • Demarest Advogados;
  • Scania;
  • Roldão;
  • Intermédica Notredame;
  • Laboratório Cristália;
  • Cpmg;
  • Lojas Cem;
  • Nicomedi;
  • Secil.

Todos os documentos apreendidos e pessoas detidas nessa operação estão sendo levados para a sede da Polícia Federal, em São Paulo.

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Por enquanto, somente duas pessoas foram detidas: Antônio Carlos Belini foi preso em casa, na zona sul de São Paulo e, sua esposa.

A operação Boca Livre, que acontece desde a madrugada, é uma operação conjunta da Polícia Federal, com a Controladoria-Geral da União. Seu objetivo é apurar desvios de recursos federais, de projetos aprovados pelo Ministério da Cultura ligados à Lei Rouanet.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, esse grupo atuou por 20 anos e teria desviado em torno de R$ 170 milhões de reais. Esse dinheiro teria sido utilizado principalmente para pagar festas, eventos corporativos, show de artistas famosos para empresas e até bancar festas de casamento.

A operação está sendo feita simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Todavia, existe uma grande possibilidade de que vá para outros estados.

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Além disso, uma nova ferramenta - que busca informações e dados de forma rápida e precisa - está sendo utilizada na operação. Com isso, os policiais terão resultados que antes demoravam muito tempo, em um tempo muito menor, agilizando as investigações. #Governo #Corrupção