Em abril, um grupo de Senadores viajou até Portugal para falar que a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), estava sendo vítima de um "golpe parlamentar". Entre eles, dois nomes da própria legenda da petista, Lindbergh Farias, eleito pelo Rio de Janeiro, e Gleisi Hoffmann, do Paraná. Em Lisboa, Lindbergh apareceu em uma mesa acompanhado de boa comida. O episódio gerou muitas críticas na época.

No entanto, não são só eles e também não é só o PT que viaja usando o dinheiro público. É isso o que denuncia o colunista Cláudio Humberto, do 'Diário do Poder', em reportagem publicada neste domingo, 19.

Publicidade
Publicidade

O que ocorreu no Senado seria ainda mais comum na Câmara dos deputados. Só neste ano, a casa de parlamentares teria custeado 282 diárias de políticos que foram viajar para fora do Brasil. Nesse ano, por conta do impeachment de Dilma, os nomes da república se dividiram em defender que há um 'golpe' no país ou então que o processo de impedimento é legítimo, já que previsto na constituição brasileira. 

De acordo com o jornalista Claudio Humberto, deputados adoram viajar para Nova York, nos Estados Unidos. Esse é o destino preferido por eles fora do Brasil. Só para a maior cidade do mundo foram 91 diárias nesse ano. Um outro destino que bate recorde com os parlamentares é a cidade de Las Vegas, também na terra do presidente Barack Obama. A cidade não é muito conhecida pela política, mas sim pelos cassinos e casas de shows, retratadas em inúmeros filmes americanos. 

Outros destinos também aparecem na lista como os preferidos.

Publicidade

Para quem gosta de praia, Miami é uma boa pedida. Tem aqueles também que gostam de viagens mais culturais, como a capital francesa Paris, ou até mesmo Londres, na Inglaterra. Teve também deputado que preferiu locais que não são conhecidos pelo turismo, como a Zâmbia e a Etiópia.

De acordo com o 'Diário do Poder', a recordista das diárias é a deputada Soraya Santos, eleita pelo PMDB do Rio de Janeiro. Só no mês de março, ela ficou 13 dias e meio em Nova York. Outra que quase empatou com Soraya foi Tia Eron, mulher decisiva na aprovação do relatório de cassação do deputado Eduardo Cunha. Ela ficou 13 dias na cidade.  #Governo #É Manchete!