Na madrugada desta segunda-feira, 13, um grupo de 1.400 manifestantes invadiram uma fábrica de celulose da Suzano Papel. A indústria localizada no município de Mucuri, no estado da Bahia, precisou interromper os trabalhos por conta da ação. De acordo com uma reportagem da 'Folha de São Paulo', a invasão foi realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. O protesto é contra o presidente em exercício #Michel Temer, do PMDB, e a favor da presidente afastada #Dilma Rousseff. Trabalhadores da empresa teriam sido impedidos de trabalhar. 

A situação preocupa os donos da indústria, já que o país está em plena crise.

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Em entrevista à 'Folha de São Paulo', Paulo Cézar de Souza enfatizou um argumento utilizado pelos movimentos de esquerda e disse que não aceitaria um #Governo ilegítimo e golpista. Ele é um dos membros do MST de liderança na Bahia. O MST justificou ainda a invasão como maneira de questionar o  agronegócio e solicitar a reforma agrária no país.

Ainda durante o governo Dilma, esse tipo de pedido já havia sido solicitado e dado dor de cabeça para a petista, que evita aliar sua imagem a movimentos radicais. Ela chegou, inclusive, a deixar de ir em um evento que era contra Michel Temer, o que surpreendeu a muitos. Outra crítica feita pelo grupo dos manifestantes do MST é a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Até a publicação desta reportagem, ainda não havia nenhuma ordem judicial ou policial para que o grupo desocupasse o local.

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A fábrica ocupada recebeu recentemente um investimento do governo estadual baiano de R$ 700 milhões para aumentar sua produção. Em troca, contrataria mais pessoas da região e investiria no estado. No entanto, segundo o MST, essa ação, na verdade, é muito prejudicial, especialmente ao meio ambiente, que seria muito afetado.

Recentemente, o MST invadiu uma fazenda em São Paulo argumentando que esta fosse de Michel Temer. O PMDB revelou que o local seria de um amigo. Mesmo assim, o grupo ali ficou até a justiça determinar que todos deveriam sair da propriedade.