O caso de assédio de Mc Biel contra uma jornalista, em maio, continua gerando polêmica. A triste novidade agora é que o portal iG, para quem a jornalista assediada trabalhava, demitiu na sexta-feira (24) a editora do portal, que tinha apoiado a vítima e que escreveu a primeira matéria sobre o caso. A demissão acontece poucos dias depois do iG ter demitido a própria vítima do assédio. Agora, o portal, que já vinha sendo acusado de machismo, não conta mais com nenhuma mulher em cargos executivos, de acordo com informações do site HuffPost. 

Tanto a editora Patrícia Moraes quanto a repórter, que não teve o nome divulgado, foram demitidas sob o argumento de "corte de gastos".

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Chama a atenção, entretanto, o fato de apenas elas duas terem sido demitidas neste suposto momento de crise. Outro fato que causa estranhamento é o silêncio do portal. O iG disse que não irá responder aos questionamentos dos jornalistas sobre a demissão. Além disso, a jornalista foi demitida apenas quatro dias depois do gerente do iG, Mario Cuesta, dizer aos seus funcionários que a empresa estava com as finanças saneadas e com geração de caixa.

O movimento Jornalistas Contra o Assédio, criado logo depois da agressão de Mc Biel à repórter, para denunciar o assédio que jornalistas do sexo feminino sofrem durante seu trabalho, subiu o tom das críticas ao veículo. "É simbólico que, prestes à nossa campanha completar uma semana, com mais de duas milhões de pessoas alcançadas, alguém que ajudou a tornar público um caso escabroso contra uma jornalista e mulher tenha esse destino.

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Quem sabe agora as entidades de classe – a maioria, num silêncio absolutamente omisso e sepulcral – venham a público fazer valer a representatividade que juram carregar? Patrícia, toda a sorte pra você. Não nos calarão", afirmou o grupo.

O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo também criticou a atitude do iG, dizendo que condena a atuação da empresa no caso. Para o sindicato, a empresa expôs a estagiária, não a defendeu no momento do assédio e, por fim, puniu a vítima e a colega de trabalho que a apoiou.  #Comunicação #Crime