Nesta sexta-feira, 17, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou quantas pessoas participaram do estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no mês passado. O #Crime ocorreu no Morro do Barão, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Diferente do que a vítima disse em depoimento, ela não teria sido estuprada por 33 homens, mas sim por sete. A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) fechou a investigação baseada em diversos laudos de perícias e provas. Uma das provas mais importantes foi encontrada com Raí de Souza. O rapaz de 22 anos está preso. O celular dele tinha outro vídeo que mostrava o exato momento em que ocorria penetração entre alguns homens e a jovens. 

O vídeo conhecido pelo grande público exibe um homem zombando do órgão genital da menor de idade.

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No depoimento, a menina disse que acordou depois de horas e que não sabia o que ocorreu. O ex-Delegado do caso, Alessandro Thiers, chegou a expressar que não acreditava que ela realmente tenha sido estuprada por 33 homens. Ele foi acusado de machista e as investigações mudaram de delegacia. O delegado Alessandro chegou a defender em uma entrevista que a adolescente também fosse investigada, já que haveria fortes indícios da ligação dela com o tráfico de drogas da região. 

"Hoje eu estou trazendo a conclusão do inquérito. É um crime que chocou o Brasil e vai fazer história no país, até pela forma hedionda que ele foi praticado", disse À imprensa a delegada Cristiana Bento, que substituiu Alessandro na apuração. Após denunciar o crime, a adolescente entrou no Programa de Proteção à Vítima. Ela precisou mudar de estado após ser ameaçada de morte.

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Este não foi informado pela Polícia. 

O crime de estupro contra a menina chocou o Brasil e o mundo, fazendo entrar em voga a discussão sobre a chamada "cultura do estupro", quando a sociedade tenta colocar culpa na mulher pelo abuso cometido. "Mas ela estava no baile, mas ela usava roupa curta, mas ela saía com todo mundo" são algumas das frases muito comuns de serem ouvidas quando se fala sobre o tema.  #Investigação Criminal