Juma. Esse é o nome da onça que era um dos símbolos da Amazônia. A fera foi exposta como uma alegoria durante o revezamento da Tocha Olímpica no estado do Amazonas. O fato aconteceu no fim de semana, mas acabou ganhando repercussão pelo que viria a acontecer logo em seguida. O animal foi morto depois de participar do revezamento. A onça fugiu do zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), em Manaus. Inicialmente, os militares que cuidavam de Juma, utilizaram tranquilizantes contra a fera, mas ela teria tentado agredir um dos agentes. Os militares então decidiram dar um tiro de pistola. Juma não resistiu e morreu. 

Nesta terça-feira, 21, depois do caso ganhar repercussão em todo o mundo por se tratar de um animal selvagem e raro, o Comitê dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro decidiu soltar uma nota. "Erramos ao permitir que a Tocha Olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado", disse a entidade reconhecendo que agiu com selvageria, o que não deve ser uma das marcas dos jogos. 

O comitê disse que estava muito triste e que situações como a observadas com Juma não voltariam mais ocorrer.

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O desfecho chocou até mesmo os organizadores, que teriam ficado constrangidos ao falar do assunto. O Exército agora deve investigar o que realmente levou os militares a matarem Juma com um tiro. Na defesa deles, estão veterinários, que cuidavam da onça há anos. Eles devem alegar que os tranquilizantes não conseguiram controlar o bicho. 

De acordo com uma fonte, os tratadores da onça estão muito tristes com o fato e evitam ter que relembrar tudo o que ocorreu. "A Juma estava aqui há muito tempo. A gente cuidava dela como um filho. As pessoas acham que fizemos com maldade, mas pelo contrário", disse uma pessoa ligada ao Centro de Instrução de Guerra na Selva.

Enquanto isso, nas redes sociais, o povo está revoltado e não quer só uma nota de "erramos". "A morte dessa onça mostra o que os governantes fazem com a gente diariamente.

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Muito circo enquanto morremos de fome e nos hospitais", disse um internauta no Facebook.  #Crime #Investigação Criminal