O preço do feijão vem pesando o orçamento do consumidor brasileiro. Até o último mês de maio, o grão subiu mais de 33%. A soma dos últimos doze meses passa dos 40% de alta, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A principal causa para o aumento dos preços vem de cima: a chuva. Tanto a falta quanto o excesso de precipitação causaram danos às safras do feijão. E agora as prateleiras de supermercado exprimem as consequências.

O estado do Paraná foi um dos mais prejudicados. Responsável por quase um quarto da produção nas três safras, o Paraná é o principal produtor de feijão do país. Contudo, os agricultores paranaenses enfrentaram dificuldades por causa do clima.

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O excesso de chuvas comprometeu a colheita no estado, provocando a queda da primeira safra em 14% e da segunda em 21%. E a terceira safra, mesmo que se bem sucedida, não será suficiente para conter o aumento dos preços pelos próximos meses.  

No Mato Grosso e em Minas Gerais, o problema foi o inverso. A falta de chuvas causou uma diminuição na produção do grão. A baixa fez a saca de feijão quase dobrar de preço: 60 kg do produto em abril de 2015 custava R$ 121,05, já em abril de 2016 a saca foi vendida por R$ 231,39.

Os problemas climáticos vêm causando prejuízos desde o início do ano e vêm se prolongando até os meses atuais. Commodities como soja e milho também foram prejudicadas. A baixa na oferta vem causando aumento nos preços e deixando o Mercado de Ações em constante movimentação, principalmente porque esses produtos possuem volume maior em uma escala global.

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No panorama nacional, a previsão do IBGE é de que a safra brasileira recue 6,5% se comparada ao ano passado. O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária já teve recuo total de mais de 3% justamente porque o produtos importantes, como o feijão, tiveram suas safras prejudicadas pelo clima. Todavia, apesar da queda na produção, em 2016 o setor agropecuário brasileiro tem previsão de faturamento que ultrapassa os 500 bilhões de reais.

A alta dos preços já é motivo de piada na internet. Entre memes e charges, os brasileiros buscam uma forma bem humorada de lidar com a falta de feijão no prato. Brincadeiras à parte, o governo também demonstrou preocupação quanto ao valor do grão. O presidente em exercício Michel Temer decidiu liberar a importação de países vizinhos. Argentina, Paraguai e Bolívia são os primeiros da lista. Se não for suficiente, o Ministro da #Agricultura, Blairo Maggi, admitiu que poderá recorrer à China e ao México.  #Crise #Chuvas Torrenciais