Um caso que aconteceu em 2014, no Paraná, voltou a repercutir em todo o país por conta da discussão da liberação ou não do uso de drogas. Um membro da Organização Não Governamental (ONG) Repare, Rede Paranaense de Redução de Danos, que atende viciados em drogas e pessoas com doenças sexualmente transmissíveis, acabou sendo preso por realizar tráfico de substâncias ilícitas no próprio local. O homem preso na época, Edson Facundo, confessou que as drogas eram dele, mas negou que fosse traficante.

A Polícia chegou ao local depois de uma denúncia anônima. De acordo com a entidade, a venda ocorria dentro da ONG e também nos arredores do prédio onde fica a Organização Não Governamental.

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A pessoa denunciante deu até o apelido do presidente da Repare, Tiba, além de indicações de como prendê-lo em flagrante, o que acabou gerando polêmica. Investigadores revelaram que no momento da incursão policial foram encontradas pedras de crack, uma bucha de cocaína, além de algumas buchas de maconha. 

Depois da abordagem, o Presidente da Repare confessou que dentro do local existiria mais quantidade de drogas. Na sala onde Edson trabalha, existiam dois tabletes de maconha. Um grande e outro menor. "Ainda estamos em diligências a respeito desse fato", disse um dos policiais à Rede Massa de Televisão, afiliada comandada pelo apresentador Ratinho, do SBT, na região.

O homem acabou sendo encaminhado para a delegacia policial da região, onde precisou responder à várias perguntas de agentes locais.

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Curiosamente, o objetivo da ONG é justamente promover a libertação de pessoas das drogas, dando à elas tratamento psicológico. É investigado agora se esse tratamento, na verdade, não seria uma forma da Repare apenas repassar a droga sem suspeitas, o que é considerado tráfico de drogas. 

"O que podemos constatar é que aqui virou um ponto de drogas", disse um outro policial. Já outro nome da Polícia lembrou que isso acaba denegrindo a imagem de uma ONG, que nasceu para um propósito positivo.

Veja abaixo o vídeo com a reportagem que revoltou o Brasil:

#Crime #Investigação Criminal