“Vazio”. Assim pode-se definir a investida do interino governo de #Michel Temer ao fraco plano de medidas que buscam combater a violência contra a mulher. Anunciado pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em seu pronunciamento não foi dita uma só palavra a respeito de quando, efetivamente, tais medidas serão colocadas em vigor, tampouco o valor.

O único adianto neste sentido foi a informação de que os recursos que serão usados para patrocinar o tal plano sairão do orçamento da Força Nacional de Segurança.

Não há prazos estabelecidos

Outro fator no mínimo frustrante aos que esperavam um plano mais ativo, e não apenas circense, foi a impossibilidade do ministro em estabelecer um prazo para que o plano passe a vigorar.

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Isto porque, segundo ele, é preciso que o Ministério da Justiça receba a coleta de dados com crimes contra a mulher, oriundos de cada um dos estados brasileiros. Somente após estes dados será possível traçar um prognóstico preciso da situação e definir as estratégias mais eficazes.

Núcleo federal de enfrentamento à violência de gênero

Formado por três secretários de segurança estaduais, tais medidas do pacote “vazio” que será implementado pelo presidente interino Michel Temer farão parte do núcleo federal de enfrentamento à #Violência de gênero.

Dentre as medidas, os estados receberão repasse de recursos para que a carga horária de policiais, que serão estendidas, sejam pagas. A medida propõe que, durante esta “hora extra”, os policiais atuem de maneira a somente reprimir a violência contra a mulher.

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Campanhas educativas também estão no foco do pacote, com o intuito de fazer com que mulheres agredidas, violentadas ou vítimas de qualquer tipo de violência busquem ajuda das forças de segurança.

Apenas uma resposta do governo à sociedade?

No entanto, ao que tudo indica, o plano evasivo do presidente interino Michel Temer surge apenas “no calor da emoção”, após diversas cobranças da sociedade civil de um pronunciamento ou resposta em relação ao estupro coletivo praticado contra uma adolescente no Rio de Janeiro no último fim de semana.

O plano já nasce criticado, na medida em que nada ficou de fato claro em relação as ações que poderão ser efetuadas, e sobretudo por não ir ao cerne da questão da violência da mulher, tampouco da cultura do estupro. #Casos de polícia