Dois professores da rede estadual de ensino da Bahia foram assassinados na noite de sexta-feira, 10 de junho. Os corpos de Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira foram encontrados carbonizados no porta-malas do carro de Edivaldo, às margens da rodovia BA-120, no município de Santaluz, a 260 km de Salvador.

O carro também estava carbonizado e a suspeita é de que teriam ateado fogo no veículo enquanto os professores ainda estavam vivos. O corpo de Edivaldo foi reconhecido por meio da arcada dentária e o de Jeovan ainda precisa passar por exames de DNA para reconhecimento formal, mas a família afirma que é ele a outra vítima, visto que era muito próximo de Edivaldo e estava sumido desde a noite de sexta.

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Queridos por todos de Santaluz, segundo o delegado João Farias, não tinham inimigos e a homofobia é uma das possíveis motivações para o crime. A casa de Edivaldo, que também era conhecido como Nino, foi ainda encontrada revirada, mas nenhum objeto de valor foi levado. Dois adolescentes foram ouvidos pela polícia e posteriormente liberados. Até o momento, ninguém foi preso. 

Na segunda-feira, centenas de moradores da pequena cidade se reuniram em uma manifestação que pedia justiça pela morte dos professores e paz, carregando faixas contra a violência. O grupo parou em frente ao fórum, à delegacia e à Câmara Municipal. A prefeitura de Santaluz decretou luto oficial de 3 dias a partir de terça-feira, 14 de junho, mesmo dia em que a população se reuniu em um cortejo de duas horas e os professores foram homenageados por alunos e colegas da escola em que trabalhavam.

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Logo após a passeata, foi enterrado o corpo de Edivaldo. 

Hoje, o Grupo Gay da Bahia (GGB) organiza um ato em Salvador para homenagear os professores e também em memória às vítimas do atentado de Orlando. A concentração ocorre a partir das 18 horas na Catedral Basílica de Salvador, no Centro Histórico. Segundo o GGB, esse foi o 16º assassinato por #Homofobia no estado desde janeiro - no Brasil, já são contabilizados 123 assassinatos por LGBTfobia só neste ano. #Crime #LGBT