O presidente do Senado, Renan Calheiros, eleito pelo PMDB de Alagoas, não está gostando das posições tomadas pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. De acordo com informações do site 'Diário do Poder', Renan teria dito que Janot ultrapassou todos os limites da constituição ao solicitar a prisão dele e de outro Senador em pleno mandato. Calheiros citada o pedido que envolvia ele, Romero Jucá e José Sarney. O Supremo Tribunal Federal (STF) acabou negando a solicitação feita por Rodrigo Janot. 

Irritado por Janot ter "extrapolado" o ridículo, Renan decidiu ter uma reação forte. Ele vai analisar um dos nove pedidos que pedem a cabeça de Janot.

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A decisão, de acordo com o 'Diário do Poder', deve ser dada até a próxima quarta-feira, 22. Calheiros, no entanto, nega que esteja querendo intimidar Janot. "Pelo contrário. Você acha que ninguém intimida o PGR? Quando as pessoas perdem o limite da Constituição, perdem também o limite do ridículo", teria dito o Senador ao site.

A 'Folha de São Paulo', entretanto, diz que Renan pode se dizer incapaz de julgar ou não a abertura do processo contra Janot, passando isso para a vice-presidência da casa. Ele alegaria que o fato de ser citado pelo Procurador poderia prejudicar o seu juízo de valor sobre o caso. A informação ainda não foi confirmada pelo Senado. Janot tem sido acusado de ter dois pesos, duas medidas, não usando do mesmo rigor para partidos diferentes.

A birra dos políticos com ele é tão grande que o Procurador já vem sendo chamado internamente de "petista de carteirinha".

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O vazamento dos pedidos de prisão pela imprensa jogaram um banho de água fervendo no magistrado. Ele nega que tenha divulgado as informações, que corriam em segredo de #Justiça. Janot pediu investigação para saber quem teria enviado o material para os meios de comunicação, mas adiantou que não teria sido ninguém da Procuradoria. 

O pedido de prisão foi baseado em escutas divulgadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que tenta redução de pena realizando delações premiadas. #Governo #PMDB