Jornalistas noticiam todos os dias notícias boas e ruins do Brasil e do mundo. Casos polêmicos, crimes, vitórias e derrotas. Nem sempre esse tipo de trabalhador gosta de ser notícia, mas constantemente ele vira protagonista da matéria. Foi isso o que aconteceu nesta terça-feira, 07, durante uma transmissão ao vivo feita pela internet pelo jornal 'Extra', do Rio de Janeiro. Isso porque uma repórter do jornal foi alvo de preconceito justamente por um dos leitores, que no momento do ato era um webtelespectador de uma entrevista. 

Repórter vira notícia e gera debate online

O nome da profissional é Samanta Vicentini. Ela foi chamada de nomes pejorativos ao vivo, como "leitoa'.

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A jornalista ainda foi chamada de gorda e gorducha. O internauta que fez os ataques confessou que não gostava de pessoas acima do peso e revelou que era "gordofóbico". O preconceito contra pessoas obesas é algo antigo, mas que agora vem ganhando mais espaço por conta do debate sobre o que as pessoas não gostam de ouvir diariamente. 

A própria palavra "gordofobia" ainda não consta no dicionário, mas pessoas que superaram o preconceito já até vivem vidas saudáveis e ganham dinheiro, por exemplo, participando de eventos de moda Plus Size, nicho que mais cresce no planeta com o "engordamento" da população, especialmente nos Estados Unidos, onde todas as faixas etárias apresentaram nos últimos anos um aumento no sobrepeso. 

No caso da repórter do Extra, a superação aconteceu ao vivo mesmo. O nome do internauta que realizou as ofensas é Rafael Monciozo Montiverdi.

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Através da internet, o jornal disse que tomaria as medidas cabíveis e que fotografou online todos os atos preconceituosos desferidos por ele. 

Irritada com o preconceito de Rafael, a repórter interrompeu a transmissão ao vivo e falou: “Gordo não é ofensa. Isso aqui é só embalagem. Falta de caráter é pior do que gordura”, disse.

Mais tarde, ela usou o Facebook para relatar o ocorrido. A jornalista se surpreendeu com uma enxurrada de mensagens positivas, especialmente elogiando a postura dela durante um ato de preconceito.  #Crime #Investigação Criminal