Nesta quinta-feira, 02, um #Crime chamou a atenção da grande São Paulo. Duas crianças, uma com 10 e outra com 11 anos, roubaram um carro. Um dos meninos teria trocado tiros com a Polícia Militar. No revide, o menor da dupla foi morto. O caso teve uma reviravolta neste sábado, 04, quando o menino sobrevivente decidiu mudar a versão do crime, dizendo que teve sim troca de tiros, mas que o menino foi morto depois do carro onde eles estavam já ter parado e os seguranças terem "controlado" a situação. Um vídeo de uma câmera de segurança contradiz a versão do menor, mas as imagens não são nítidas e só uma perícia avançada será capaz de dizer como o assassinato do garoto realmente ocorreu. 

Em entrevista ao site da Veja, o ouvidor da Polícia Militar de São Paulo, Julio Cesar Fernandes Neves, disse que a polícia não só atirou, como também teve o objetivo principal de matar as crianças.

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Os PMs envolvidos dizem que não tinha como saber que eram crianças, já que os vidros do carro roubado eram escuros e eles estavam atirando. Uma arma foi encontrada no veículo. Será feito um exame capaz de dizer se há pólvora nas luvas que o garoto usava na noite do furto.

A mãe do menor, que já foi presa por roubo, alegou que ele não sabia mexer com arma. No entanto, o mesmo garoto havia sido apreendido cinco dias antes de sua morte, após ter roubado uma casa localizada em um condomínio de luxo. De acordo com o G1, o garoto já tinha cinco passagens pela polícia. O pai dele está preso desde o ano de 2013 por tráfico de drogas. A mãe disse ao jornal 'O Globo' que a criança tinha o sonho de ser cantor, um MC,  e de sustentá-la. 

A ouvidoria quer agora que a Corregedoria da Instituição faça uma apuração detalhada do caso.

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Isso porque, segundo a ouvidoria da PM, um garoto de apenas 10 anos não seria capaz de atirar e dirigir um carro ao mesmo tempo. "É grande a possibilidade de o menino não ter atirado, como estão alegando. Como um menino de 10 anos chegou dirigindo e atirando?", questionou o ouvidor da instituição.  #Investigação Criminal