Nesta segunda-feira, 20, o senador Romário (PSB) lançou oficialmente sua candidatura para a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Ele deu entrevista coletiva para a imprensa a respeito disso, e soltou algumas declarações polêmicas a respeito de sua posição política. Romário foi o candidato a senador que levou mais votos em 2014 no estado do Rio. Foram mais de quatro milhões de pessoas que o colocaram em Brasília. O ex-jogador de futebol disse ainda na coletiva que pode não ter experiência política suficiente para comandar a cidade, mas que é capacitado e não tem "rabo preso com ninguém".

Romário foi um dos senadores que votou a favor da investigação e afastamento de Dilma Rouseff (PT) por crime de responsabilidade.

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A presidente foi afastada e será investigada por ter descumprido a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), praticando as famosas "pedaladas fiscais". Romário, contudo, foi um dos apoiadores de Dilma durante a campanha da presidente. Em seu curto discurso no Senado, ele justificou o voto dizendo que o fez com consciência limpa e querendo o melhor para o país.

O "Baixinho", apelido que ganhou dos tempos de futebol profissional, falou ainda que quando se candidatou a senador sofreu muitas críticas por não ter experiência, mas que está mostrando trabalho para o Brasil e superando as dúvidas da população quanto à sua competência.

"O quadro político mostra que os mais experientes estão indo em cana e essa experiência eu não vou ter", garantiu, criticando os colegas em Brasília que estão sendo presos e investigados por corrupção.

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Fazendo uma comparação aos campos de futebol, o senador disse que estará preparado caso vá sofrer algum "baixo ataque", que é comum no mundo da política.

Ele adiantou que poderá vir informações negativas envolvendo seu nome e disse que pode afirmar que "não tenho rabo preso com ninguém".

Dentre os candidatos a prefeitura em 2016, já estão confirmados Marcelo Freixo (PSOL), Marcelo Crivella (PRB), Carlos Osório (PMDB), Flávio Bolsonaro (PSC), e mais. #Crise no Brasil #Senado Federal #Crise-de-governo