O cantor Wesley Safadão falou pela primeira vez na madrugada deste domingo, 26, sobre a polêmica envolvendo um show no nordeste. A tradicional festa de 'São João' foi bancada com dinheiro do #Governo e apenas o show do sertanejo custou cerca de R$ 575 mil. De acordo com ele, agora ele cantaria na região de graça e o dinheiro será revertido para alguma instituição de caridade da região. O relato foi feito durante um discurso feito na própria cidade e repercutido pelo G1, o portal de notícias da Globo.

"Se o problema for dinheiro, vou cantar em Caruaru nem que eu cante de graça", começou a argumentar Safadão, que tem hoje um dos cachês mais caros do mercado fonográfico.

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"O problema do país não é culpa minha, não! O problema do país não é meu! É o governo que tem que resolver!", revelou o cantor durante sua argumentação. Ele disse que conversou com o seu empresário e que ambos concordaram de não ficar com um centavo com o dinheiro da festa de Caruaru. Segundo Safadão, Deus o abençoaria pego gesto, fazendo com que ele ganhasse muito mais. Ele não disse que instituições de caridade seriam beneficiadas com os R$ 575 mil. 

Tudo começou depois que a justiça chegou a acusar o sertanejo de superfaturar o seu cachê para se apresentar na região. O contrato com Safadão foi acordado com a prefeitura. Os organizadores da festa argumentaram que o cachê do cantor é alto, além disso, sua apresentação seria realizada no dia mais disputado do ano, o 'São João', que ocorreu neste ano em um sábado, inflando ainda mais o cachê. O juiz da 1ª Vara da Fazenda, José Fernando de Souza, proibiu a apresentação de Safadão no evento.

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No entanto, a ação acabou sendo revertida. 

Para a proibição, o juiz cita que Wesley cobrou apenas R$ 195 mil para cantar em outra festa tradicional no Nordeste, em Campina Grande, na Paraíba. Nas redes sociais, muita gente se dividiu em torno da história. Os que defenderam o cantor lembram que esse é o seu trabalho, mesmo que os valores sejam altos. Os que atacam alegam que ele deveria não aceitar verbas governamentais, pois teria capacidade de ter patrocínio de grandes empresas.  #É Manchete!