Paulo César Morato suicidou-se ou foi assassinado em uma queima de arquivo? O empresário morreu de forma misteriosa em um motel de Olinda (PE) em 22 de junho, apenas um dia depois de ter um pedido de prisão emitido em seu nome. Paulo é suspeito de envolvimento em um esquema de #Corrupção e lavagem de dinheiro que financiou a campanha de Eduardo Campos para o governo de Pernambuco em 2010. De acordo com a Polícia Federal, o grupo criminoso pagou ainda pelo avião que caiu e matou o ex-governador pernambucano durante sua campanha à presidência da república. A situação, que já era digna de um suspense policial, ganhou contornos ainda mais graves nesta sexta-feira (24).

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O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) acusa o governo do estado de tentar impedir as investigações sobre a morte do suspeito. A informação vem ao encontro de uma reportagem do site JC Online. O veículo disse que os peritos da polícia civil estiveram no motel para investigar a morte mas foram ordenados a se retirarem do local do crime. 

Em nota, o Sinpol afirma que os peritos papiloscopistas da polícia civil (policiais civis responsáveis por realizar perícias em locais de crime para, dentre outras atribuições, detectar e identificar a presença de indivíduos suspeitos no local por meio das impressões digitais) foram impedidos de realizar seus trabalhos no dia 23 de junho. O Sindicato diz que a ordem para barrar a perícia partiu do secretário de defesa social, Alessandro Carvalho, e da gestora da “polícia científica”, Sandra Santos.

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O Sinpol questiona: "a quem interessa uma frágil investigação desse crime?", adicionando que Paulo Morato estava foragido da Polícia Federal, que o investigava por desvios de mais 600 milhões de reais operados pelo PSB e empresários. O PSB é o partido do atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente de avião em 2014.

Paulo César Morato tinha 47 anos, era dono da empresa Câmara & Vasconcelos, e possuía R$ 25 milhões em uma conta bancária. De acordo com o Diário de Pernambuco, a empresa nunca saiu do papel. Ainda assim, recebeu verbas que deveriam ter sido destinadas à transposição do Rio São Francisco. 

Resposta do governo

A gestora da Polícia Civil de Pernambuco, Sandra Santos, argumentou que tudo não passou de um mal entendido. De acordo com ela, a presença dos peritos não era necessária. A Secretaria de Defesa Social também emitiu nota afirmando que os papiloscopistas foram ao local de forma espontânea, sem term sido convocados. 

Contradição

A informação, entretanto, foi desmentida pelo JC Online, que teve acesso a um documento emitido pela delegada Gleide Ângelo solicitando a presença dos papiloscopistas no local do crime.

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Laudo toxicológico

Um laudo toxicológico sobre a morte do suspeito será finalizado pela Polícia Civil nesta terça-feira (28). O perito responsável pelo laudo, que pediu para ter seu nome preservado, afirmou à reportagem do Web News Viral / Blasting News que não sofreu nenhum tipo de pressão durante a realização do trabalho. "Foi uma análise tranquila, corriqueira, totalmente técnica", garante a fonte.  #Casos de polícia