A onda de frio continua castigando São Paulo e todo o sul do Brasil, principalmente aqueles que não têm um lar e por causa disto sofrem ainda mais, já que dormem nas ruas da cidade. Com isso, mais um morador de rua não resistiu ao frio e acabou morrendo. Adilson Roberto Justino morreu na madrugada do último domingo quando foi registrada a menor temperatura de 2016.

A polícia foi acionada por volta das 4 horas da madrugada, ao receber a informação de que havia um homem "convulsionando" na Avenida Paulista. A ambulância também foi chamada, mas quando chegou ao local o morador de rua já estava morto, não havendo mais nada a ser feito.

Publicidade
Publicidade

De acordo com a polícia não haviam sinais de violência e o corpo de Adilson foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para que a causa da morte por frio possa ser confirmada.

Um outro morador de rua morreu recentemente em São Paulo, desta vez o corpo do homem de 55 anos foi encontrado próximo à estação Belém. O senhor João Carlos Rodrigues foi outro que não suportou as baixíssimas temperaturas das madrugadas da maior cidade do país.

A prefeitura se defendeu alegando que o nome do senhor Justino, que morreu de frio na madrugada de domingo, não consta na rede de serviços à população carente. Mas o padre Julio Lancellotti que atua há anos na "Pastoral do Povo de Rua" conhece bem o problema que é antigo na cidade e exigiu que a gestão Haddad dê uma resposta rápida porque o frio vai continuar e outros brasileiros poderão morrer, abandonados pelas ruas.

Publicidade

De acordo com o padre Lancellotti, não há vagas suficientes para todos os moradores de rua nos Centros de Acolhida, principalmente na região central de São Paulo onde a demanda é muito grande. O problema se repete nos bairros da Mooca e também de Vila Leopoldina. Outro sério problema é a falta de manutenção nestes abrigos que não recebem nenhum tipo de investimento e já não estão mais em condições de receber os moradores de rua.

São Paulo já conta com mais de 16 mil moradores de rua e as vagas nos abrigos não chegam a 12 mil, com isto há muita gente abandonada nas calçadas, passando frio e como percebe-se, morrendo por causa das baixas temperaturas. #Crime #Casos de polícia