Foi divulgado com urgência pela imprensa nacional a conclusão de uma perícia realizada pelo #Senado Federal sobre o período em que a presidente afastada Dilma Rouseff (PT) esteve trabalhando em seu cargo. A comissão de impeachment fez o pedido para que ela fosse investigada e instaurou uma perícia. A análise concluiu que não há "controvérsia" a respeito de Dilma ter liberado créditos suplementares - para reforçar dotações insuficientes - sem a autorização do Congresso Nacional por meio de decretos. Outra informação importante do laudo é de que Dilma não agiu em pedaladas fiscais durante o período em que esteve no poder.

O documento foi assinado por três técnicos do Senado.

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O texto, que foi dado para a Comissão nesta segunda-feira, dia 27 de junho, diz que três decretos dos quatro assinados por Dilma Rouseff eram "incompatíveis" com a meta fiscal de 2015. Isto é, o crime do qual a presidente afastada está sendo discutido pode nem ao menos ter ocorrido. Segundo a perícia, "há ato comissivo da presidente da república na edição dos decretos, sem controvérsia sobre sua autoria", esclarece.

A defesa da presidente realizou 99 perguntas para ajudá-la durante o processo. Ao todo, existem duas acusações contra ela. A primeira é a da "pedalada". Segundo o Congresso, a prática atrasou o repasse de R$ 3,5 bilhões ao cofres do Tesouro para o Banco do Brasil. A segunda é de que Dilma com seus decretos prejudicou a programação orçamentária de 2015.

O laudo confirma que esses créditos precisariam ter sido autorizados pelo Congresso.

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Votação histórica no Congresso Nacional

Dilma Rouseff foi afastada em uma votação história no mês de maio deste ano para ser investigada por crime de responsabilidade por ter realizado as famosas "pedaladas fiscais". Na época, até mesmo supostos aliados, como o senador Romário (PSC-Rio), decidiram votar pelo impeachment. Até o momento, a presidente afastada não falou sobre o laudo da perícia do Senado.

Em seu discurso, Dilma sustenta a tese de um "golpe" que está sofrendo por parte de seus adversários, que querem "roubar" a cadeira da presidência. No momento, Michel Temer (PMDB) governa interinamente o país. Leia a última postagem de Dilma em seu Facebook a respeito do momento que está vivendo:

#Dilma Rousseff #Dentro da política