O Senador Ataídes Oliveira, eleito pelo PSDB de Tocantins, impressionou ao fazer uma analogia nesta quarta-feira, 29, no último dia das oitivas na Comissão do #Impeachment do Senado Federal. O dia foi marcado pelo bate boca entre a Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do Paraná, e a advogada de acusação Janaína Paschoal. A petista chegou a mandar a formalizadora do processo de impeachment calar a boca, mas ouviu que ela não se calaria para o crime e a corrupção. 

Ataídes lembrou todas as brigas do dia e as polêmicas envolvendo operações que prenderam petistas. O tucano que pressionou Marcel Mascarenhas dos Santos, procurador do Banco Central, que falava na sessão da comissão tentando defender a companheira política do ex-presidente da república Luís Inácio Lula da Silva, condenou o suposto acobertamento do banco estatal em não formalizar as dívidas dos financiamentos feitos de modo não legal durante o governo da presidente Dilma. 

O tucano disse ainda que o Banco Central teria destruído a contabilidade ou pelo menos atrapalhado que essa fosse descoberta.

Publicidade
Publicidade

O Congressista então lembrou que esse tipo de falta é gravíssima e que, acontecendo em outro país que não o Brasil, faria um monte de gente ir parar na cadeia. 

“O #PT achou que o Brasil era deles”, começa o Senador a citar os problemas de corrupção durante as gestões de Lula e Dilma. “Se o PT estivesse nos Estados Unidos, não tinha um fora da cadeia", argumentou ele criticando o fato da justiça brasileira supostamente ser omissa ou branca para crimes envolvendo políticos. 

A fala ganhou mais poder depois que o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, mandou soltar o ex-Ministro do Planejamento Paulo Bernardo. A decisão do ex-advogado do PT nas campanhas de Lula foi muito criticada, inclusive pelo Ministério Público Federal, que indicou que recorreria ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. 

Veja abaixo o curioso comparativo realizado pelo Senador durante a Comissão do impeachment que avalia o futuro de Dilma: