O inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Jair Bolsonaro, eleito pelo PSC do Rio de Janeiro, continua a provocar polêmica dentro e fora do Congresso Nacional. Bolsonaro agora é investigado após dizer que a deputada Maria do Rosário, do Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio Grande do Sul, não merecia ser estuprada. Ele justifica que disse a frase depois de ser chamado de "estuprador" por Maria, que nega ter xingado o homem chamado de "mito" por apoiadores nas redes sociais. 

Nesta quarta-feira, 29, quem decidiu defender Bolsonaro foi Magno Malta, do Partido da República do Espírito Santo.

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Segundo ele, a mais alta corte do país passou do ponto ao aceitar uma denúncia contra o pré-candidato à presidência do PSC, na qual ele é acusado de fazer apologia ao crime de estupro. A fala de Magno Malta foi realizada no mesmo dia em que o Supremo tomou outra medida polêmica.

Através de uma decisão monocrática, o Ministro Dias Toffoli, que advogou para o PT durante as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, decidiu soltar o ex-Ministro do Planejamento do #Governo Dilma, Paulo Bernardo. A decisão fez com que a justiça de São Paulo mandasse libertar todos os presos da 'Custo Brasil' alegando o critério de isonomia dos processos.

Magno Malta ainda defendeu que até vereador tem direito de dizer o que pensa por conta da chamada imunidade parlamentar. Ele ainda citou o episódio envolvendo a menção ao Coronel Brilhante Ustra na sessão da votação do impeachment contra Dilma na Câmara dos deputados, que ocorreu no dia 17 de abril.

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Malta aproveitou para criticar o Conselho de Ética da Câmara e lembrou que no mesmo dia torturadores da esquerda, como Carlos Marighella, também foram homenageados. A fala foi realizada por Glauber Braga, do PSOL carioca. “Dois pesos, duas medidas”, desabafou o Senador. 

Veja abaixo a fala feita pelo Senador Magno Malta que fala sobre o poder que parlamentares precisam ter para falar o que bem pensam e como não ter isso pode ser prejudicial: