O senador Lindbergh Farias eleito pelo Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro se posicionou nesta quinta-feira, 23, sobre a atuação da Polícia Federal na trigésima primeira etapa da Lava Jato. A operação acabou com a prisão preventiva de Paulo Bernardo, ex-Ministro do Planejamento do governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Paulo é marido da Congressista Gleisi Hoffmann, eleita pelo Paraná. Em entrevista aos jornalistas, ele acusou os policiais federais de tentarem constranger a defesa da representante do #PT.

Gleisi é uma das Senadoras que faz essa defesa na Comissão. A assessoria dela disse que ela não comentaria a prisão do marido por enquanto.

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Hoffmann não compareceu à reunião desta quinta, o que deve fazer as oitivas do dia ocorrerem de forma mais rápida. Até o fechamento desta reportagem, a defesa da petista estava evitando falar da operação. 

"Pode ter uma motivação política, de tentar constranger a senadora Gleisi, nos constranger", começou Lindbergh a argumentar o seu ponto de vista. "(eles querem) diminuir nosso ímpeto aqui na comissão, mas isso não vai acontecer. Fizeram para atingi-la", disse o Senador da base aliada do governo afastado. O petista ainda acusou os policiais federais de promoverem um grande circo com tantas prisões e operações. O intuito disso seria prejudicar Dilma.

Falar contra a Polícia Federal, especialmente dizendo que os agentes querem constranger alguém que já até foi afastado do poder fez com que Lindbergh enfrentasse uma vergonha ainda maior no Senado.

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Isso porque a defesa da presidente tem encarnado momentos bizarros nas últimas semanas. O próprio Farias chegou a dizer nos últimos dias que o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, estaria querendo fazer o mesmo que Pinochet fez na China. O problema é que Pinochet nunca fez nada com a China, mas sim com o Chile. 

Nesta quarta-feira-feira, 22, um dos advogados que ajuda José Eduardo Cardozo, chegou a dormir na Comissão do impeachment. Dias antes, o próprio ex-Ministro da Justiça mandou uma saudação ao jurista 'Tomás Turrbando'.  #Dilma Rousseff