Enfim, algum Congressista conseguiu deixar o Senador Lindbergh Farias, eleito pelo Partido dos Trabalhadores (#PT) do Rio de Janeiro, um pouco mais calmo. O petista com sua gana de lutar a favor da presidente afastada Dilma Rousseff acaba entrando em alguns confrontos de gosto duvidoso. Nesta quinta-feira, 16, por exemplo, durante a Comissão do Impeachment do Senado, ele começou um bate boca com colegas. O motivo é o de sempre. Lindbergh arranja motivos para acusar boa parte de seus colegas de "golpistas" e com isso faz as sessões serem longas, ganhando mais alguns dias para a companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Mas a Senadora Ana Amélia, eleita pelo Partido Progressista do Rio Grande do Sul, não gostou do fato de Lindbergh gritar tanto.

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Ela pediu que ele fosse um pouco mais parcimonioso e educado. Ana Amélia está interinamente na presidência da Comissão do impeachment. Isso porque o presidente titular do colegiado, Raimundo Lira, eleito pelo PMDB de Pernambuco, precisou se ausentar por motivos pessoais. 

A confusão começou mesmo quando Ana Amélia decidiu dar a palavra para um dos maiores opositores de Lindbergh, o Senador Ronaldo Caiado, que representa o Democratas de Goiais.  Ele pediu para que fosse dada uma questão de ordem durante questionamento da senadora Fátima Bezerra, petista do Rio Grande do Norte. Como Ana Amélia acatou o pedido, Lindbergh ficou irritado. 

Ele acusou a Senadora de ser muito tendenciosa para presidir o colegiado. Nesse momento, alguns Senadores começaram a vaiar Farias, conhecido por procrastinar a sessão, seja ela qual for. "A senhora está tumultuando, senadora", disse o aliado da presidente Dilma.

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"Você é que está tumultuando, Lindbergh. O senhor não vai ganhar no grito, senador", avisou a presidente interina da Comissão. Após o esporro, o petista conseguiu ficar mais calmo. No entanto, não por muito tempo. Ele parece não ligar para o excesso de exposição. Farias já virou até motivo de chacota com os colegas. Ele nada lembra o líder do movimento dos caras pintadas de 1992.  #Governo