A Senadora Gleisi Hoffmann errou nas contas da matemática ou foi mal informada por sua equipe nesta sexta-feira, 17. Durante a sessão do impeachment, ela pediu que a reunião que ouviria novas oitivas com testemunhas do processo fosse cancelada pelo Senador Raimundo Lira, do PMDB da Paraíba. O motivo alegado por ela é que havia apenas cinco Senadores no Plenário, número que ela recomendava não ser suficiente para que existisse a sessão. 

A petista chegou a gritar para tentar interromper a Comissão. Alguns Senadores levantaram e cercaram Lira. A sessão ouviria em seguida o ex-Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. No entanto, o que a petista parecia não saber é que o número mínimo para as reuniões começarem é de quatro Congressistas.

Publicidade
Publicidade

Os gritos foram incessantes, o que obrigou Lira a interromper a sessão por cinco minutos. A interrupção, no entanto, não acabou com a sessão. Ela continuou tranquilamente. Não antes, é claro, sem brigas das duas partes. 

Não é a primeira vez que o Partido dos Trabalhadores (#PT) e seus representantes tentam procrastinar as sessões do impeachment. Isso acontece durante todas as reuniões. Senadores que tentam defender argumentam que não querem fazer o processo ser mais longo, mas apenas dar chance da defesa se explicar. Os favoráveis ao impeachment da presidente afastada já parecem nem dar mais atenção às questões de ordem, nem mesmo a mesa da Comissão. Tudo, é claro, porque elas acontecem o tempo todo.

Até mesmo a equipe que defende do PT parece que incorporou um humor de gosto estranho. Nesta quinta-feira, 16, por exemplo, o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, acabou realizando um pedido especial de agradecimento para o jurista 'Tomas Turbando'.

Publicidade

Você não leu errado. É isso aí, o ex-Ministro da Justiça acabou sendo enrolado pela própria equipe.

Em entrevista ao site da Veja São Paulo, José Eduardo Cardozo disse que o documento foi alterado durante uma brincadeira interna, mas que os revisores pareceram não notar a troca. Ele revelou que ninguém seria punido.

  #Governo #Dilma Rousseff