O Ministro das Relações Exteriores, José Serra, do PSDB, confirmou que o Brasil fará uma doação generosa de remédios para a Venezuela. O valor dos insumos não foi informado oficialmente pelo #Governo brasileiro, mas acredita-se que ele chegue as cifras dos milhões. O anúncio gerou rápida revolta na internet. Isso porque, como sabemos, infelizmente, o Sistema Único de #Saúde (SUS) ainda registra muitas falhas. "Salve os doentes do SUS. Temer, não salve estrangeiros e deixe nosso povo parecer no chão de hospitais insalubres", disse uma mulher em um grupo de política do Facebook.

Até para evitar protestos, tudo tem sido feito com transparência, mas sem grande estardalhaço.

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Até porque nessa semana, de acordo com o Diário do Poder, outras doações, ainda da época da presidente afastada Dilma Rousseff caíram mal na opinião pública. Uma delas envolvia uma doação de 600 toneladas de feijão para Cuba. O episódio não é recente, mas o feijão fez falta e está agora nas alturas, com muita gente precisando mudar os seus hábitos alimentares. Nutricionistas vem a mudança com preocupação. 

De acordo com o Ministro Serra, quem entregará os remédios para os venezuelanos é a Igreja Católica, que usará uma organização conhecida como 'Cáritas'. Ao todo, entre 14 e 15 medicamentos básicos serão doados. Estima-se que por conta da crise financeira, o país governado por Nicolás Maduro sofra com até 90% de desabastecimento medicamentoso. Serra, no entanto, não esconde um certo temor de que Maduro recuse a ajuda brasileira: "Espero que na oportunidade o governo venezuelano facilite essa entrega."

Entre os medicamentos, alguns para controlar hipertensão, inflamações e diarreia.

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Os surtos da diarreia aumentaram depois que venezuelanos tiveram que recorrer ao lixo para encontrar alimentos. Não é incomum ver fotos na imprensa de cidadãos do país disputando sobras com cachorros. 

Assim que ocorreu oficialmente o afastamento de Dilma da presidência, Maduro chegou a chamar de "golpe" o governo Temer. No entanto, logo depois, pediu que o Brasil não se esquecesse dos países irmãos.  #Michel Temer