O sírio Jihad Ahmad Diyad, ex-detento da prisão americana de Guantánamo e considerado internacionalmente como possivel membro ou apoiador de grupos terroristas, está no Brasil. A informação foi dada pelo governo uruguaio ao jornal El Observador. Jihad era um refugiado no Uruguai desde que foi solto pelo governo americano em 2014. O ministro do interior do Uruguai já avisou ao governo brasileiro sobre a entrada do terrorista no país. A Polícia Federal diz que ainda está investigando a informação, mas confirma que Jihad está "desaparecido". 

As autoridades uruguaias acreditam que Jihad entrou no Brasil pelo Chuy, município uruguaio que faz fronteira com a cidade brasileira de nome parecido, Chuí.

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O sírio estava no município celebrando o Ramadã, festa religiosa muçulmana. A polícia uruguaia acredita que a comunidade muçulmana da cidade ajudou Jihad a cruzar a fronteira com o Brasil sem passar pelos controles de imigração apropriados. 

O suspeito de #Terrorismo já havia tentado entrar no Brasil em outras três ocasiões, por vias legais, mas foi barrado pela Polícia Federal, por ter seu nome relacionado internacionalmente à atividades terroristas. No ano passado tentou viajar ao Qatar, mas também teve seu acesso negado.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos manteve Jihad na prisão de Guantánamo entre os anos de 2002 e 2014 por considerá-lo uma ameaça de alto risco para os Estados Unidos e seus aliados, e por ser membro de grupos radicais com atuação na Síria e no Afeganistão. De acordo com documentos do governo americano, Jihad possui treinamento militar e foi membro da Al Qaeda.

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O suspeito nega as acusações. Em 2014 foi solto por ordem do presidente Barack Obama, que não o considerou uma ameaça aos Estados Unidos. 

O sumiço do refugiado está sendo investigado pela Polícia Federal brasileira, inteligência uruguaia, Interpol e governo dos Estados Unidos.

Insatisfação no Uruguai

Jihad odiava a sua vida no Uruguai e chegou a dizer que preferia voltar a Guantánamo do que continuar vivendo em Montevidéu. Acusava o ex-presidente uruguaio, José Mujica, de não ter cumprido as promessas que fez quando lhe ofereceu asilo. O sírio chegou a fazer uma greve de fome em frente à embaixada americana no país. Em uma entrevista a uma revista local, disse que nutria simpatia pela Al-Qaeda, grupo terrorista responsável pelos ataques à Nova York e Washington em 11 de setembro de 2001, que deixou quase quatro mil mortos. "Estou contente com o que a Al-Qaeda faz", disse.  #Estado Islâmico #Al Quaeda