O soldado da Polícia Militar de São Paulo, Fernando Souza, possui uma página na rede social Facebook com mais de 30 mil seguidores, onde compartilha vídeos com a rotina de policiais militares de SP trabalhando. Alguns vídeos, contendo cenas de violência, repercutiram de tal forma que o Portal de Notícias UOL fez uma matéria dizendo que alguns policiais viraram celebridade na internet com um espetáculo de sangue e comoção, através de suas postagens. 

O portal alegou que o Facebook alerta aos seguidores da página que as cenas dos vídeos contém extrema violência. O coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, alertou que esse tipo de página pode fazer apologia à prática de violência e crimes, e pensa que os responsáveis deveriam responder legalmente por isso, além de serem investigados pela Polícia.

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Em nota, a Polícia Militar declarou que não aprova nenhum tipo de apologia à violência e exposição excessiva de ocorrências policiais e que as pessoas que compartilham isso poderão ser responsabilizadas. Porém, não é prática da polícia reprimir a liberdade de expressão de nenhum dos integrantes da corporação.

O soldado Fernando Souza fez uma defesa em sua página no Facebook, contra a notícia publicada no portal do Uol Notícias. Souza alega que sua página não incentiva violência, muito menos a prática de crimes, pois ela é dedicada ao cidadão de bem que admira o trabalho da polícia militar. Seu objetivo é aproximar o cidadão àqueles que os protegem 24 horas. 

O 1º Ten. Guilherme Derrite também fez uma nota de defesa em sua página, dizendo que seu trabalho visa aproximar o cidadão à polícia e acredita que a mídia é contra esse tipo de relacionamento próximo.

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Ainda declarou que a rotina dos policiais mostra a vida real e o quanto eles lutam para proteger a população. Também reclamou que a mídia, no geral, mostra apenas um lado da história, pois muitos policiais acabam morrendo ou se ferindo no exercício da profissão, tal como os cidadãos de bem que muitas vezes sofrem por causa da violência, e que o trabalho da Polícia Militar sempre será proteger a todos. 

#Crime #Casos de polícia