Nesta terça-feira, 21, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão que provocou um debate na internet. A mais alta corte do país aceitou abrir dois inquéritos contra o deputado Jair Bolsonaro, eleito pelo PSC do Rio de Janeiro. Eles são relativos à uma declaração dada pelo parlamentar em 2014, quando ele discursava no Plenário da Câmara dos deputados. Na ocasião, Bolsonaro disse que a deputada do Partido dos Trabalhadores (PT), Maria do Rosário, eleita pelo Rio Grande do Sul, não merecia ser estuprada. Após a decisão do Supremo, o político se defendeu e disse que a batalha política era um jogo de futebol.

Ele chegou a pedir desculpas à sociedade brasileira, mas ressaltou que toda a verdade sobre o caso não estaria sendo contada pela imprensa.

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O político disse que cometeu uma falta, mas apenas depois de uma dura entrada de Maria do Rosário, que o teria chamado de estuprador. Não demorou muito para que aliados do político que é pré-candidato à presidência em 2018 começassem a fazer uma campanha favorável a ele, negando que ele faça uma apologia à chamada Cultura do Estupro. Os críticos à decisão foram além, relatando que a mais alta corte do país estaria fazendo militância para o PT. A hashtag "Somos Todos Bolsonaro" chegou a ficar durante horas entre os assuntos mais comentados do microblog de 140 caracteres. 

"E essa tag linda. Chega os olhos enchem de água. Quando vejo o povo abrindo os olhos Me lembro que: O Brasil tem Cura", disse um dos seguidores que tece defesas ao político. Os contrários a Bolsonaro também começaram a usar a hashtgag, mas para ofender o deputado.

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Eles argumentam que Jair é preconceituoso, machista, dentre outros adjetivos negativos.

Os fãs do parlamentar chegaram a lotar mensagens na página do 'Jornal Nacional' da TV Globo, que noticiou o inquérito aberto pelo Supremo. Uma foto com William Bonner e Renata Vasconcellos trazia comentários seguidos com a hashtag polêmica. Na página oficial de Jair mais homenagens e críticas a ele. O político consegue mesmo polemizar.  #É Manchete!